Técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) iniciaram essa semana o trabalho de auditoria na folha de pagamento dos servidores efetivos (ativos, inativos e pensionistas) da Casa. Em entrevista ao CadaMinuto nesta quarta-feira, 10, quando não ocorreu sessão por falta de quórum (apenas oito parlamentares estavam no plenário), o primeiro secretário da ALE, deputado Isnaldo Bulhões disse que o trabalho da Fundação "não terá a interferência de ninguém".

"Queremos o resultado, que é responsabilidade da contratada", frisou o parlamentar, lembrando que a Fundação tem um prazo de cinco meses para entregar o laudo geral à Mesa Diretora. Questionado sobre as razões pelas quais a auditoria não irá abranger a folha de comissionados da Casa - alvo de recentes escândalos com repercussão nacional - , Bulhões disse que não há motivos, porque "não há valores duvidosos" nela.

Já Eduardo Fernandes, presidente da Associação dos Servidores da ALE (Assala), criticou o custo - R$ 1,5 milhões - da auditoria, ressaltando que não é contra a realização do trabalho, mas contra o momento que ele está sendo feito, quando há tantas pendências com os funcionários. "Temos férias a receber, data-base de 2010 a 2014 e os 15% que deveriam ter sido implantados em janeiro deste ano, sem contar que estamos recebendo o décimo-terceiro do ano passado em 14 vezes. Esse dinheiro gasto com a auditoria daria para pagar alguns dos débitos com os servidores ", argumentou.

Mesmo sabendo que o alvo da auditoria é apenas a folha de efetivos, Fernandes disse esperar que seja verificada a denúncia formulada pelo deputado Antônio Albuquerque (PRTB), em janeiro deste ano - quando assumiu a presidência da Casa - sobre o pagamento irregular de R$ 2,5 milhões a funcionários comissionados.