Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Osvaldo Silva e Espaço Renascer iniciaram nesta semana as atividades em alusão a II Semana da Luta Antimanicomial em Palmeira dos Índios. A temática trabalhada neste ano nas duas unidades é "Você sabia que a falta de respeito também aprisiona?" e, conforme a programação, serão desenvolvidas diversas atividades para os pacientes e exposições para conscientizar a população sobre os cuidados com a saúde mental.
 
A Semana foi iniciada com atividades físicas e ensaio da quadrilha. Algumas atividades serão desenvolvidas ao longo da semana pelas unidades de saúde:
 
19/05 às 13:30 – Atividade no PSF CAIC, com sala de espera com membros da equipe CAPS;
20/05 – Trabalho informativo na Escola Estadual Graciliano Ramos;
            Às 09:30 Mesa-redonda Humanização nas Políticas de Saúde Mental, na UFAL;
            Às 14:30 Exposição do Artesanato e apresentação teatral do CAPS Renascer, na UFAL.
22/05 às 9h – Caminhada em comemoração a II Semana da Luta Antimanicomial, concentração na Praça do Skate.
 
 
ARTESANATO NO CAPS
 
Uma das atividades que tem chamado a atenção da população é o artesanato produzido pelo Caps Osvaldo Silva. A responsável pelas aulas, a artesã Laura Silva, atribui o sucesso a dedicação dos usuários e a força de vontade em aprender.
 
"Com o artesanato , os usuários não somente se expressar, mas acabam liberando toda a sensibilidade. Muitos deles chegam com a autoestima lá embaixo e, com o desenvolver das atividades, se sentem mais seguros para contar o que está acontecendo, algum problema. E assim eu registro tudo e passo para a psicóloga, para que depois ela possa conversar com o usuário e tentar ajudar no que for possível", disse a artesã.
 
Laura também destaca a importância das atividades artísticas e exposições feitas para a população. Os usuários produzem peças em argila, pintura em tecido, costura e também fazem desenhos para serem expostos. A terapeuta ocupacional Márcia Mendes explica que, por meio dessas atividades, os pacientes percebem que são capazes de produzir além do esperado, e também gera renda.
 
"Os usuários se percebem pessoas funcionais, que conseguem trabalhar e desenvolver a mente. Eles trabalham toda a sensibilidade e, assim, rompem barreiras, alcançando resultado positivo para si próprio. Com essas exposições artesanais, eles são prestigiados pela população, o que ajudar a elevar a autoestima", ressalta a terapeuta.