O deputado Pastor João Luiz (DEM) voltou a cobrar soluções para o abandono de estruturas públicas que incluem creche, posto de saúde e até um pequeno centro de convenções no Conjunto Santa Maria, localizado na BR 104, próximo ao Eustáquio Gomes. O parlamentar já havia usado a tribuna da Assembleia Legislativa no mês de abril para chamar a atenção acerca do problema.

Dessa vez, ele procurou a imprensa e mostrou, por meio de fotografias, a destruição da creche, que, embora tenha uma estrutura completa, com cinco salas de aula, banheiros, sala de recreação e pátio, nunca recebeu uma só criança e agora está destruída, sem parte do telhado, com portas e janelas faltando ou quebradas e o mato tomando conta.

O mesmo abandono pode ser constatado no centro comunitário e no posto de saúde, que também nunca chegaram a funcionar e hoje, segundo o Pastor João Luiz, servem de esconderijo para práticas ilícitas.

“Várias crianças do conjunto estudam em Satuba devido à falta de escola e mais de 700 famílias perderam o Bolsa Família por não terem como matricular seus filhos”, lamentou o parlamentar, explicando que o conjunto foi construído no governo passado, com recursos federais, e o Estado solicitou a Prefeitura de Maceió que gerisse a creche, o posto médico e o centro comunitário, mas ainda não obteve resposta.

“A população do Santa Maria se sente abandonada. Nada funciona e o povo está revoltado, depredando o que ainda está de pé”, contou o Pastor João Luiz. Ele sugeriu, ainda, que governo ou prefeitura estudassem a possibilidade de uma parceria com a iniciativa privada ou alguma Organização Não Governamental (ONG) para recuperar os prédios públicos e poder oferecer os serviços aos moradores.

A construção do Conjunto Santa Maria, com 821 casas, foi destinada a famílias que residiam de forma precária à beira da Lagoa Mundaú, cadastrados em 2007, dentro do Projeto de Urbanização da Orla Lagunar. As residências foram entregues em 2012, mas, segundo o deputado estadual, a estrutura de apoio nunca funcionou.