Chega-nos a notícia de que a presidente Dilma resolveu aprovar o orçamento para o ano de 2015 sem o veto à emenda que triplica o Fundo Partidário. Isto é: em um ano de profunda crise econômica e convulsão política sem precedentes neste século, o governo dá claros sinais de que ignora a vontade das ruas e prevê gastos de aproximadamente UM BILHÃO de reais para repassar a partidos políticos, alguns dos quais sem qualquer expressão ou identidade ideológica com a população.
O contribuinte, que já atura uma carga tributária escorchante sem qualquer contrapartida, além da inflação, que solapa o poder de compra, atingindo principalmente as classes mais baixas, irá sustentar – e apoiar, ainda que contra sua vontade – partidos políticos que não possuem qualquer representatividade.
Entendo necessário algum suporte às entidades partidárias, porém, em um momento de crise, a classe política deve ser a primeira a entender a gravidade da situação e agir de acordo. Coloco-me, portanto, totalmente contrário ao aumento do valor destinado ao Fundo Partidário, e entendo que, até que saibamos o tamanho da crise, todo contingenciamento é necessário para preservar o custeio dos programas sociais.
