Governadores dos nove estados do Nordeste se reúnem na tarde desta quarta-feira (25) com a presidente Dilma Rousseff para tratar de uma pauta específica para a região. Para Alagoas, o governador Renan Filho divulgou que irá tratar da ampliação do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e a regulamentação da Lei Sobre a Dívida de Estados e Municípios.

Um dos pontos a serem debatidos no Palácio do Planalto, referente à renegociação da dívida pública, está em discussão na Câmara dos Deputados, que ontem aprovou com urgência a apreciação do Projeto Complementar que obriga o governo a aplicar os novos valores em um prazo de 30 dias após o ente devedor se manifestar.

O assunto a ser puxado pelo governador de Alagoas é indigesto para Dilma, já que a votação favorável na Câmara contou com o apoio do PT, inclusive com o voto do deputado federal alagoano Paulão.

Leia mais: Até o PT votou "contra" Dilma para negociar dívida dos Estados, incluindo Alagoas

“Alagoas tem uma dívida total de aproximadamente R$ 10 bilhões, que serão reduzidos com a mudança de indexador”, disse Renan Filho, após encontro com o ministro da Fazenda Joaquim Levi, ainda este mês. Ele destacou que a mudança no indexador poderá reduzir o “custo altíssimo” das parcelas da dívida de Alagoas, que paga aproximadamente R$ 60 milhões mensais referentes aos juros da dívida.

Outro ponto a ser reivindicado por Renan Filho tem a ver com o andamento da continuidade das obras do programa Minha Casa, Minha Vida no estado. “Ele não pode parar porque garante o dinamismo da economia, gera emprego, distribui renda, fortalece a presença do Estado como indutor do crescimento econômico e ainda realiza o sonho da casa própria”, justificou o governador à Agência Alagoas.

Carta de João Pessoa e os pedidos do Nordeste

Em dezembro do ano passado os governadores nordestinos se reuniram em um encontro na capital paraibana onde definiram diretrizes dos assuntos mais importantes para a região. É notório que alguns temas, como a seca e a economia regional, são recorrentes aos estados, visto que a realidade vivida é semelhante.

Os municípios alagoanos vêm enfrentando graves problemas por conta da estiagem nos últimos meses combinada às constantes quedas no FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Na carta pactuada em conjunto, estão reivindicações como instalação de poços e retorno dos carros pipas para os municípios do Semiárido brasileiro, uma linha de financiamento para os estados nordestinos com capacidade de endividamento, a desoneração do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre as empresas públicas de saneamento básico e a liberação de mais recursos para a saúde e segurança pública.

*Com informações da Agência Alagoas