O presidente do Tribunal de Justiça – José Carlos Malta Marques, evitou ultrapassar os limites, segurou a voz, controlou o ímpeto em entrevista ao companheiro blogueiro Davi Soares.

Sinto muito presidente, mas não há lógica alguma, interesse nenhum dos parlamentares alagoanos em fortalecer, dar vida e força à 17ª Vara Criminal da Capital.

Tentando entender o funcionamento da mente de suas Excelências, quem, em sã consciência, no controle de suas faculdades mentais, seria capaz de dar alimento a um monstro capaz de investigar e prender uma autoridade do tamanho de um deputado alagoano?

Não os deputados, claro. Aliás, alguns foram vítimas da atuação da 17ª Vara, injustamente, acreditam eles, e se ajoelham afirmando e fazendo uma reza.

 Essa Vara é um monstrengo com competência de lascar acusados por crime organizado.

Comandar financeiramente e administrativamente um Poder através de um colegiado - a Mesa Diretora da ALE – e cometer desvio de recursos entra nessa categoria de competência.

Unirem-se para eliminar esse ou aquele desafeto também fica na área de atuação da 17ª.

Ora, pra que dar mais força ao Judiciário, pra que dar maior capacidade de funcionamento ao Ministério Público aumentado o seu duodécimo?

Não há lógica.

Afinal de contas, são poucos os políticos alagoanos que temem o povo. A maioria fez entendimentos políticos, como dizem, que foram concluídos com os resultados das urnas.

Portanto, não adianta pressionar, reclamar, chiar, botar o povo na rua que eles não vão votar essa questão da forma proposta.

A lógica é bem simples: sobrevivência.

Sinto muito Malta Marques. Mas todos nós seremos derrotados.

A não ser que Judiciário, Executivo e Ministério Público se unam e decidam confrontar com todas as suas armas.

 

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