O presidente do Partido Popular Socialista (PPS), Régis Cavalcante, repudiou os atos de improbidade administrativa, supostamente cometidos pelo prefeito afastado de Anadia, José Augusto Rocha Souza.
Em nota encaminhada à imprensa, Regis Cavalcante afirma ser lamentável o ocorrido “pelo fato de que esse prefeito José Augusto é quem deveria dar o melhor exemplo de gestão e de responsabilidade".
Como presidente do partido, Regis disse não querer julgar por antecipação os atos do prefeito, mas repudiou o ocorrido e disse que o prefeito deve explicação à sociedade e ao partido.
"Sempre lutamos para construir um belo partido em Anadia e a prática tem deixado a desejar, sobretudo na postura desse prefeito José Augusto. O PPS sempre pugnou pela ética e a decência com que é público, tem lutado denodadamente em toda a sua história para que as práticas políticas dos nossos integrantes sejam o que está escrito em nosso manifesto programa. Portanto, temos que repudiar os atos desagradáveis da postura do prefeito que assumiu a prefeitura de Anadia em um momento delicado devido ao monstruoso crime contra um de nossos vereadores Luiz Ferreira. O atual prefeito joga fora toda uma história séria e assume publicamente uma postura de infidelidade partidária e agora acrescentado com o seu vergonhoso afastamento" desabafou.
O presidente do PPS disse ainda, que ficará aguardando os próximos passos da justiça e encaminhará ao conselho de ética esta decisão judicial contra o prefeito José Augusto.
Devido aos atos de improbidade administrativa o prefeito de Anadia, em Alagoas, José Augusto Rocha Souza (PPS), foi afastado do cargo por liminar solicitada pelo Ministério Público Estadual.
O gestor é acusado de nomear centenas de servidores públicos para cargos comissionados, de forma ilegal e com o objetivo de obter vantagens eleitorais. A promotoria constatou que a prefeitura havia contratado 77 servidores em 2009; 17, em 2010; 90, nos últimos três meses de 2011; e 204, em 2012, ano de eleições municipais.
Os servidores contratados ocupavam cargos de natureza rotineira e permanente, com agravante de alguns chegarem a ocupar cargos de servidores públicos efetivos, que foram afastados por fazerem parte da oposição política à atual gestão da Prefeitura.
