Nesta edição, o CadaMinuto Press conversa com o deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC (Solidariedade), que surpreendeu com o resultado das urnas, neste pleito. Com mais de 135 mil votos, o deputado estadual foi o parlamentar federal mais votado.
JHC diz que parte para a Câmara de Deputados mantendo o mesmo espírito fiscalizador que marcou seu mandato no parlamento estadual. O político afirma que pretende continuar fiscalizando a Casa de Tavares Bastos mesmo estando em Brasília e que se sente preparado para discutir os principais temas que estão em pauta na Câmara, como reforma política e tributária.
“A sociedade entendeu isto e em Brasília (DF) eu vou poder ampliar ainda mais minhas prerrogativas e vou trabalhar incansavelmente para honrar cada voto”, se compromete o deputado. Agora é ficar de olho não apenas no mandato de JHC, mas também dos demais oito deputados federais eleitos.
Foi uma surpresa para o senhor ser o deputado federal eleito mais votado no pleito de 2014? E – diante de tudo o que o senhor enfrentou na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas – qual é a sensação de deixar a Casa de Tavares Bastos e partir agora para a Câmara de Deputados?
Ter esta votação é algo que não se esperava. Mas dizer que não contava com os votos espontâneos e esta surpresa era confirmar a minha derrota. Eu entrei no pleito confiando que a população me daria este voto consciente. A melhor forma para isto ocorrer seria me comunicar bem. O que eu fiz? Foi para ponto de ônibus, porta de faculdades, busquei conscientizar as pessoas, usei bem as mídias sociais, enfim, me utilizei de ferramentas que foram subestimadas por alguns candidatos. A internet hoje é um meio eficiente de comunicação. Se você consegue a partir deste mecanismo mostrar seu trabalho se faz algo fundamental. Eu ganhei capilaridade no Estado. A juventude abraçou a minha causa e acreditou nas propostas e conseguiu propagar o nome do candidato JHC. Essa para mim foi uma grata surpresa do ponto de vista de cidadão. Foi a reação da sociedade. Eu sempre dizia que estavam subestimando a inteligência do cidadão alagoano. Eu propus uma política diferente e a forma de fazer campanha também foi diferente. Eu pedi para que não deixassem que me calassem para que eu não pudesse mais repercutir alguns tabus e paradigmas do Estado de Alagoas como eu gosto de repercutir. A sociedade entendeu isto e em Brasília (DF) eu vou poder ampliar ainda mais minhas prerrogativas e vou trabalhar incansavelmente para honrar cada voto.
O senhor chega em Brasília com o histórico de quem denunciou a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, fez um levantamento de para onde ia o dinheiro do parlamento revelando uma “lista de ouro” que agraciava comissionados, dentre outros pontos. Isto faz com que o senhor chegue na Câmara com uma expectativa, com um peso. O senhor já sabe o que faz fazer lá?
Olhe, eu vou chegar na Câmara de Deputados com a ampliação das minhas prerrogativas. O Congresso Nacional é uma instituição muito mais evoluída que a Assembleia Legislativa. Seria leviano afirmar que vou enfrentar lá as mesmas dificuldades e a falta de transparência da Assembleia. O Congresso, com toda a crítica que existe, é muito mais informatizada que a Casa de Tavares Bastos. Coisas que víamos aqui como biblioteca fantasma, pagamento para defunto, falta de papel higiênico, pagamento de cabos eleitorais, isso não veremos lá. Lá, a publicidade. Pelo menos isto. Você sabe quanto ganha cada pessoa, em que gabinete está lotado, há critérios para gratificações. Mas acho que posso atuar muito mais em relação ao governo federal. Espero que o país passe por um processo de amadurecimento ao ponto de não termos escândalos para fiscalizar. Mas se tiver, fui eleito para fiscalizar. Nós temos o papel de legislar e fiscalizar. É o papel principal do parlamentar. Nunca fui vacilante na ALE. Sempre estive com o povo e contrariei interesses. Eu me preparei tecnicamente e emocionalmente para este momento. Foi um processo de amadurecimento enorme que me deu condições de pleitear este cargo na Câmara de Deputados.
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