Na tarde desta quarta-feira (01), os vereadores da Câmara Municipal de Maceió, Silvio Camelo (PV), Dudu Ronalsa (PSDB), Kelmann Vieira (PMDB), Simone Andrade (PTB), Ronaldo Luz (PMDB), e Silvânio Barbosa (PSB), usaram a tribuna para denunciar mais uma manobra do grupo de sete vereadores, que tenta de todas as formas barrar a eleição do dia 03 de outubro da Câmara de vereadores de Maceió para o Biênio 2015 e 2016.
Em seu discurso, o vereador Kelmann deixou claro a possibilidade de mais uma vez haver uma manobra ilegal e arbitrária do grupo dos sete vereadores para evitar sua eleição para presidente da Câmara. “Nunca na história do poder legislativo do país foi preciso o poder judiciário marcar a data de uma eleição.” Afirma Vieira.
Segundo o vereador Kelmann, os vereadores foram no mês de maio ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ), e foi celebrado um termo de conciliação, onde ficou definido a data 03 de outubro para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de vereadores de Maceió. “Durante todo esse tempo, por mais de quatro meses, eles tentaram de todas as formas desarticular nosso grupo. Como não conseguiram, tentam agora no judiciário, afrontando a decisão do presidente-desembargador José Carlos Malta, para suspender novamente a eleição,” disse Vieira, salientado que o grupo permanece unido. “Nós somos unidos e continuaremos unidos. Somos parlamentares de palavra, e a decisão da maioria da Casa continuará a mesma,” disse o vereador Kelmann.
Para o pmdebista, o grupo dos sete vereadores, agora, quer confundir a cabeça do magistrado, alegando que os doze vereadores favoráveis à sua eleição estão concorrendo a uma reeleição. “Eles estão usando esses argumentos descabidos para ludibriar o magistrado, mas o magistrado que pegar essa ação deveria os condenar por litigância de má fé, pois sabem que não tem o direito, mas, mesmo assim, impetraram essa ação judicial, tentando reverter uma derrota iminente,” disse.
Em parte, a vereadora Simone Andrade (PTB), primeira vice-presidente da chapa, disse que os argumentos externados pelo atual presidente não condiz com a realidade e que, mesmo a sua ausência na sessão, não afetará a decisão judicial que determinou a eleição para sexta-feira. “Estou no grupo que continua unido porque somos homens e mulheres de palavra. Acabou o poder de mando. Certos homens deviam andar sem suas vestimentas, pois os mesmos não honram as calças que vestem,” desabafa.
Já o vereador Dudu Ronalsa (PSDB), ressaltou que a última eleição foi legítima, pois só faltou votar os cargos de suplentes quando chegou a decisão do desembargador. “O vereador Kelmann se mostrou uma pessoa humilde naquele momento em que, mesmos ao ter postergado a eleição, se manteve sereno e nunca bateu no peito dizendo que era apenas ele o candidato do grupo. Foi uma decisão em conjunto de todos nós.”
Ainda em seu discurso, Ronalsa parabenizou o desembargador que sempre os tratou de forma amigável e cordial os recebendo em seu gabinete em um dia de sábado para impetrar a eleição da Mesa Diretora em maio deste ano. “Tanto eu, como o vereador Kelmann, somos tidos como violentos, mas a sociedade sabe quem foram os protagonistas da baixaria no dia da eleição aqui na Câmara. É lamentável ver uma postura dessas, de certa forma, demonstra desespero do grupo que, inclusive estão desrespeitando a decisão de um acordo feito pelas partes junto ao desembargador José Carlos Malta,” afirma.
Para o vereador Silvio Camelo (PV), essa ação simboliza uma afronta ao poder judiciário e ao presidente do tribunal de justiça, e não passou de uma manobra do presidente Chico Filho e os vereadores impetrantes, pois todos fazem parte do mesmo grupo. Também fez uso da tribuna o vereador Silvânio Barbosa, onde afirma que qualquer criança distingue o que é uma eleição de uma reeleição. E que, nenhum membro da mesa atual está concorrendo a tal, pois estão postulando outros cargos numa eleição que hoje é individualizada e não mais por chapa.
“Se é feito uma votação para cada cargo e se deixou de existir a eleição por chapa, é evidente que a vedação só ocorreria se o vereador fosse concorrer ao mesmo cargo, o que configuraria uma reeleição. Nesse caso não é isso que está ocorrendo. Cada postulante está concorrendo a outro cargo diferente do que ocupa nessa legislatura. Por isso, não há o que se falar em reeleição,” disse.
A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de vereadores de Maceió, acontecerá às 09:00h, na sede da Câmara, no centro da cidade nessa sexta-feira, 03 de outubro, data marcada após uma longa discursão com o desembargador, onde foi lavrado uma conciliação judicial.
