Atualizada às 12h21

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), Alberto Jorge, negou o pedido de enviou de tropas federais para fazer o reforço da segurança no município de Boca da Mata, durante a votação para escolha dos candidatos, no dia 05 de outubro. O pedido foi feito pelo juiz da 48ª Zona Eleitoral de Boca da Mata, Lucas Lopes Dória, que alegou o histórico de conflitos na cidade durante a eleição e também de compra de votos.

Em seus argumentos, o desembargador afirmou que até o momento não foi registrado nenhum indício que reforçasse a necessidade do envio das tropas, que causaria um grande custo financeiro para o estado. Ao CadaMinuto, Alberto Jorge acrescentou que sua decisão foi baseada em uma consulta feita ao Conselho Estadual de Segurança (Conseg) e a membros do Governo do Estado.

Além disso, ele solicitou a retirada da segurança particular concedido ao prefeito da cidade, Gustavo Feijó, alegando que não existe mais nenhum tipo de rivalidade entre o atual gestor e o ex-candidato a prefeito. O município de Boca da Mata contou com a presença das tropas federais durante as duas últimas eleições nos anos de 2010 e 2012.

Alberto Jorge colocou ainda que o efetivo destinado para segurança particular do prefeito deveria ser relocado para integrar o reforço da segurança da cidade com os policiais militares. A presidente do TRE/AL, a desembargadora Elisabeth Carvalho, destacou o registro de nenhuma ocorrência relacionada ao período eleitoral nos municípios alagoanos e afirmou que qualquer pedido de reforço na segurança local será analisado cuidadosamente pelo órgão eleitoral.

Na última eleição alguns municípios alagoanos tiveram a presença dos militares durante o pleito. 

O prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó disse ao CadaMinuto que não possui segurança e que apenas possui como funcionário um motorista.