A Prefeitura de Limoeiro de Anadia, em parceria com a Usina Seresta e o Projeto Recor, tem feito sua parte para diminuir os efeitos da degradação das matas ciliares do rio Coruripe, responsável pelo fornecimento e, consequentemente, o sustento de parte da população local. Durante três dias (20 a 22 de agosto), cerca de 500 estudantes das escolas municipais Nossa Senhora da Conceição e Benício Ferreira Reis realizaram o replantio de mais de seis mil mudas de árvores em áreas degradadas ao longo dos anos pela ação do homem.
A ação contou com o total apoio das secretarias municipais de Educação, Agricultura e Meio Ambiente e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Coruripe, que nasce na Serra da Mandioca, em Palmeira dos Índios, corta outros 19 municípios, entre eles Limoeiro de Anadia, e possui uma extensão de 336 quilômetros. Sua foz fica na região de Coruripe, mais especificamente no Oceano Atlântico.
Os trabalhos de replantio foram iniciados na Reserva do Tamanduá, importante patrimônio ecológico do município. O espaço possui 10 hectares e abriga um rico acervo de espécies nativas de Mata Atlântica, além de mais de 10 nascentes, responsáveis pelo abastecimento de água de boa parte do município.
No segundo dia, o grupo seguiu para o povoado Poço da Pedra, às margens do rio Coruripe. E, finalmente, no último dia, os trabalhos foram concentrados na Fazenda Gravatá, no povoado Areia Vermelha. O plantio das espécies foi solicitado pelo proprietário da área, o pecuarista e veterinário Ubaldo Soutinho.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Marcelo Rodrigues, quem possuir áreas próximas a nascentes e permitir o reflorestamento basta dirigir-se à sede da Secretaria, no Centro de Limoeiro de Anadia. “Estamos fazendo a nossa parte para não deixar que o rio morra. Apesar da forte degradação em muitas áreas, ainda dá tempo de recuperarmos”, frisou o secretário.
Durante os trabalhos foram plantadas treze espécies nativas importantes para a conservação da bacia do rio Coruripe em território limoeirense. As espécies foram: Craibeira, Angico, Oiti, Pau-ferro, Tamboril, Ingazeira, Ipê-amarelo, Ipê-roxo, Mulungu, Mutamba, Cabo de Facão, Juá e Piranha.
“Dizem que um homem deve plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. A árvore eu já estou plantando. E não é só uma, são várias. Fico orgulhoso em poder estar contribuindo com a natureza”, disse o estudante José Carlos, da Escola Nossa Senhora da Conceição.
De acordo com Marcela Daher, bióloga da Usina Seresta e coordenadora do Projeto Recor, o reflorestamento proporcionará a diminuição da erosão, que ocasiona assoreamento e pode causar arraste de nutrientes para os cursos d’água, depauperando o solo; assim como a retenção de defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam conduzidos aos cursos d’água e, também, a existência de um ambiente favorável, com condições bióticas e abióticas, garantindo a manutenção da biodiversidade.
O prefeito Marlan Ferreira e o vice João Bispo participaram ativamente dos trabalhos, ao lado das centenas de jovens estudantes. Também estiveram presentes secretários municipais, professores, diretores e coordenadores escolares. A primeira-dama Eloísa Ferreira, madrinha do projeto, falou sobre a importância do trabalho.
“Tenho três filhos e me preocupo com o futuro deles e com o de todos vocês. Hoje não estamos plantando apenas algumas árvores, mas sim, plantando um futuro melhor, com ar puro, água e condições para sobreviver”, frisou.
Marlan, ao lado dos técnicos da Usina Seresta, acompanhou os trabalhos botando a mão na massa juntamente com os alunos. “Estou muito feliz em poder estar participando de um capítulo importante e feliz da história do rio Coruripe. Estamos fazendo a nossa parte para que o rio não morra”, frisou o prefeito.


