A aeronave que levava o presidenciável Eduardo Campos e outras seis pessoas que morreram no acidente em São Paulo, nessa quarta-feira (13), pertencia a um empresário alagoano, segundo informações do Jornal Folha de São Paulo.

Segundo a Folha, o avião foi vendido para o empresário, que não teve a identidade revelada, há cerca de três meses, por RS$ 7 milhões. O empresário teria emprestado a aeronave para ser utilizada na campanha de Educardo Campos.

Apesar de ser apontado como o proprietário, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que o veículo estava registrado no nome do Grupo Andrade, de Ribeirão Preto, em São Paulo.

À Folha,Fabiano de Camargo Peixto, que foi co-piloto do avião por um ano e meio, disse que a aeronave era nova quando foi comprada pelo grupo Andrade e possuía cerca de 350 horas de vôo à campanha. 

O acidente

A aeronave caiu por volta das 10h. De acordo com o Comando da Aeronáutica, o Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá (SP). O avião estava com o certificado de aeronavegabilidade e a inspeção anual de manutenção em dia. Quando se preparava para pouso, a aeronave arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o avião.

Pernambucano, o candidato era neto de Miguel Arraes, que governou o estado três vezes e, coincidentemente, faleceu há nove anos, também no dia 13 de agosto. Eduardo Campos era filho de Maximiliano Arraes e da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes. Duas vezes governador de Pernambuco, ele também foi deputado estadual, três vezes deputado federal, secretário estadual de Governo e de Fazenda e ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Formado em economia na Universidade Federal de Pernambuco, Campos concorria pela primeira vez ao cargo mais importante da política brasileira.

Ontem (12), Campos cumpriu agenda de campanha no Rio de Janeiro de onde decolou hoje pela manhã para São Paulo. Ele teria agenda em Santos, no litoral do estado. Estava prevista entrevista coletiva na Praia do Mercado, às 10h30, e depois participaria de um seminário. No final da tarde, daria nova entrevista em São Paulo.