Tudo o que foi dito sobre a desistência de Eduardo Tavares de disputar o governo de Alagoas pelo PSDB, até agora, como falta de apoios e de estrutura são verdadeiros. Entretanto, falta de estrutura significa muito mais, tem uma abrangência maior no seu significado.
Falta de estrutura significa, na verdade, dinheiro pra gastar na campanha. Isso mesmo. Na política existe a previsão de gasto de campanha que é entregue ao TRE. Depois é preciso prestar contas.
Mas tem o recurso mais importante. O dinheiro de apoiadores, simpatizantes, de empresas que fazem negócios com o governo. Este não pode ser registrado, contabilizado. Esse foi o problema que desgastou enormemente a relação.
O principal coordenador da campanha de Eduardo Tavares era o promotor Luiz Vasconcelos, cidadão e profissional com histórico de rigor e honestidade.
Os operadores do governo, pessoas que tinham contato direto com empresários e fornecedores para conseguir “apoio”, estavam morrendo de medo para agir, para resolver as demandas. Não havia diálogo com o coordenador da campanha.
Como iriam suprir a devida estrutura entregando a solução para um promotor? Ora, esse promotor amanhã poderia investigá-los, certo? O risco era muito grande e essa questão ficou sem solução. Por isso a demora na chegada da necessária e devida estrutura.
Eduardo Tavares não abria mão do homem de sua confiança. Um técnico, um anteparo, uma proteção contra riscos. A partir daí todos os problemas se avolumaram. A desistência foi consequência, naturalmente.
O marketing de Tavares também tem responsabilidades. Pisou tanto no acelerador para convencer que o candidato iria fazer uma política diferente que a cúpula do PSDB e o governador podem ter sido convencidos disso.
Ou seja, não precisava de estrutura, logística, apoio de lideranças do interior. Na verdade o excesso na dosagem construiu um marketing negativo que causou medo aos operadores do palácio.
Em Tempo – No dia 11 de abril deste ano, publiquei um texto . Nele, entre outras coisas, afirmo que “Vilela deu corda e depois derrubou com uma só decisão Marco Fireman e o senador Benedito de Lira”. Explico o motivo dizendo que “Fireman sabe tudo sobre o lado financeiro das campanhas e do governo, assim como conseguir apoio para a sua estrutura. Já Biu de Lira tem algum conhecimento dentro da estrutura governamental desse lado financeiro. Derrubando o primeiro também atingiu o segundo e os demais postulantes, certo? Por isso, Vilela também não deixou o governo para Nonô assumir e ser candidato. O vice-governador tem ideia de como funciona esse lado financeiro dentro e fora da máquina. Já o ‘poste’, Eduardo Tavares, o Breve, não entende, não sabe nem tem experiência prática na política sobre o funcionamento financeiro para estrutura de campanha do PSDB e aliados em Alagoas.”
Sugiro a leitura completa pra quem não leu. Pra quem leu, é bom relembrar. O título é: “Fico de Vilela foi pra se salvar em 2018. Será que combinado com Renan?” Clique no link: http://cadaminuto.com.br/noticia/244525/2014/04/09/fico-de-vilela-foi-pra-se-salvar-em-2018-sera-que-combinado-com-renan
e mail – [email protected]
Facebook Voney Malta