O pai da estudante Roberta Dias, desaparecida desde 2012, foi assassinado a tiros, na manhã desta segunda-feira (21), enquanto aguardava um ônibus para seguir para o trabalho, na cidade de Piçabuçu.  Ademir Dias Santos, 44, foi atingido por disparos de espingarda calibre 12 efetuado por quatro homens encapuzados.

De acordo com o levantamento feito por policiais do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), testemunhas relataram que os criminosos estavam em veículo uma pick-up Chevrolet S-10 de cor vinho. O grupo passou pelo ponto de ônibus, observou o servidor público e voltou já efetuando os disparos.

Em contato com a delegacia Regional de Penedo, a reportagem do CadaMinuto foi informada de que uma outra pessoa também ficou ferida com os disparos. A segundo vítima foi encaminhada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A informação está sendo apurada pela polícia, já que essa é uma das principais testemunhas do crime.

Ademir, também conhecido como ‘Parrudo’ era servidor público da Prefeitura de Piaçabuçu, lotado na Casa Maternal, como condutor de ambulância e residia na zona rural do município. O caso será investigado pela equipe da 88ª Delegacia de Polícia de Piaçabuçu, sob o comando da delegada Daniella Alves Andrade.

O caso Roberta Dias

A estudante Roberta Dias foi vista pela última vez em Penedo no dia 11 de abril de 2012, quando saiu de casa para realizar um exame pré-natal. A família contou que antes de desaparecer, ela foi vista na casa do namorado e depois na companhia de uma amiga que a acompanhou na consulta.

O namorado de Roberta, pai do filho que ela esperava, chegou a ser apontado como suspeito pela polícia, mas ele negou qualquer pressão e afirmou que não sabia da gravidez da namorada.

O celular da jovem foi encontrado dois meses depois de seu desaparecimento em um terreno baldio próximo à unidade de saúde. O aparelho foi revendido e recuperado tempo depois.

No ano passado, a Polícia Civil realizou uma operação no município para prender os suspeitos no crime, inclusive a mãe do ex-namorado de Roberta, Mary Jane, que foi apontada pela polícia como a mandante do crime. À época, as investigações apontaram que Mary Jane teria encomendado a morte da jovem pelo valor de R$ 30 mil.