Integrantes do Movimento Via do Trabalho, acampados nas terras da Usina Guaxuma, preparam um protesto, nesta segunda-feira (21), para denunciar uma agressão sofrida pelas famílias que estão morando no acampamento São José. De acordo com líder do movimento, Marcos Antônio, conhecido como Marrom, no domingo (20), homens encapuzados atearam fogo nos barracos e ameaçaram as famílias.

O ato violento foi praticado por 10 homens, que segundo Marrom estavam armados e ameaçaram assassinar as pessoas que ocupavam as terras da usina, entre os municípios de Coruripe e Teotônio Vilela.Com a ameaça, algumas pessoas ficaram com ferimentos leves.

 “A nossa denúncia é para que as pessoas tenham conhecimento do caso e para que esses homens não voltem a praticar mais nenhuma ameaça contra nós. Todos estão assustados com o que aconteceu. As crianças e mulheres correram para o canavial com medo”, afirmo Marrom.

Além dos barracos, o líder do movimento informou que os alimentos e utensílios domésticos foram destruídos.

Outro caso

 Em 2013,o Movimento de  Libertação dos Sem Terra (MLST) denunciou a invasão de um acampamento localizado na propriedade da Usina Laginha, do Grupo João Lyra, em União dos Palmares.

Ação ocorreu da mesma forma. Segundo o movimento Um grupo de pistoleiros, fortemente armados, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra trabalhadores rurais acampados. O MLST disse ainda além dos disparos, os homens incendiaram os barracos de lonas
utilizando gasolina.