O número é assustador. Segundo levantamento feito pela Folha de São Paulo, as campanhas a governador podem ultrapassar o valor de R$ 2 bilhões. Essa é a estimativa oficial.


Em 2010, o teto estimado das 85 principais campanhas foi de R$ 1,8 bi. Pois é, esse número cresceu e se multiplicou. E aqui estamos tratando da estimativa oficial que foi entregue à Justiça Eleitoral.


Os que mais prevêem gastar são o candidato a governador por São Paulo, Paulo Skaf (PMDB), R$ 95 milhões, e o atual governador do maior colégio eleitoral, Geraldo Alckmin (PSDB), R$ 90 milhões. Em 2010, o tucano estimou gastos em R$ 58 milhões.


O petista Agnelo Queiroz, que governa o Distrito Federal, dobrou sua previsão em relação a 2010. Agora são R$ 70 milhões. Ufa!


Assim também é em Minas Gerais. O PSDB prevê desembolsar quase o dobro por Pimenta da Veiga: R$ 60 milhões.


Aqui em Alagoas, como revela o companheiro Davi Soares, o PMDB de Renan Filho prevê R$ 59 milhões, Eduardo Tavares (PSDB), candidato do governador Vilela, R$ 40 milhões e Biu de Lira (PP) R$ 30 milhões.


Ainda não tenho os valores previstos para todos os candidatos a presidente, com exceção de Eduardo Campos (PSB), R$ 150 milhões. Ora, se o PSB apresenta esse valor, PSDB e PT, com muito mais tempo de propaganda eleitoral e representatividade política, certamente vão gastar duas vezes mais.


Tudo indica que nas próximas eleições o modelo de financiamento atual - que é misto, pois são usados recursos privados (de empresas e particular) e do fundo partidário (público), onde o céu dos gastos parece o limite -, será substituído exclusivamente pelo financiamento público, onde haverá limites.


Agora, o que mostramos acima é o oficial, só que todos sabem que existem os gastos legais, registrados de acordo com a legislação, e os gastos não legais, não contabilizados. E esse tipo de dinheiro surge nas campanhas por todos os lados.


O fato concreto é que os financiadores das campanhas são empresas, fornecedores, gente que faz negócio com os governos. Querem ser bonzinhos, continuar vendendo e recebendo pelo serviço executado. Outros querem, além de vender, ter acesso aos políticos para que os seus interesses sejam defendidos.


Outros querem ficar de bem com todos os candidatos. Aí ajudam na campanha de muitos que vão disputar os mais diversos cargos.


É o toma lá dá cá, onde o céu não tem limite.
Ou será o “tudo por dinheiro”?
Seja o que for, é caro pra $%¨#*&!

 

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