Já repeti algumas vezes – e vou ter que tornar a fazê-lo, pois é próprio da atividade - que não se faz política sem fazer vítimas. É que em Alagoas, pelo menos até que as atas dos partidos sejam entregues no início de julho, três políticos de destaque parecem ser as primeiras do processo eleitoral.


Euclydes Mello, 1º suplente do senador Fernando Collor (PTB), que cedeu a presidência do PRB para o ex-vereador Galba Novaes, pode estar sendo impedido de fazer parte da chapa novamente.


É que Galba, ao que parece, quedou-se aos ‘encantos’ do governador Vilela e estaria levando o partido para se coligar com o PSDB, o que inviabiliza a reeleição de Euclydes porque o PTB vai participar da coligação da Frente de Oposição. O senador considera essa decisão uma traição.


Já Regis Cavalcante e o seu PPS não ficaram nada satisfeitos pelo fato de não terem sido consultados sobre mudanças na chapa majoritária comandada pelo senador Biu de Lira (PP).


O partido está sem espaço com Alexandre Toledo saindo de senador para vice e com a possibilidade do DEM indicar Omar Coêlho para o Senado. Traição? Vítima do Processo Eleitoral? Depende do ponto de vista.


Por último, o atual vice-governador José Thomaz Nonô. Reconhecido pela sua retidão e capacidade como deputado federal por seis mandatos, é uma vítima política do governador Vilela, não só por uma vez, não. Acreditou que poderia ser o candidato a governador do grupo palaciano.


O governador não deixou o cargo para dar visibilidade ao vice, preferindo permanecer no exercício da função, tampouco o escolheu como o nome do grupo. Agora, Nonô anuncia que não é candidato a coisa alguma e libera o partido que comanda para escolher uma coligação para que os seus aliados sobrevivam.


Como uma espécie de prêmio pela sua trajetória política, deve ser o coordenador da campanha de Aécio Neves, no Nordeste, à Presidência da República. Pouco, muito pouco para um político de destaque nacional. É que nesta região o PSDB apresenta um desempenho eleitoral pífio.


Aos 67 anos, José Thomaz Nonô pode estar iniciando o encerramento de sua brilhante carreira política. Uma pena que tenha deixado de lado os seus apoiadores nas disputas para deputado federal. Ele não mais queria ser deputado federal. Queria dar um salto, buscar nova atividade.


Isso começou em 2006 quando concorreu ao mandato de senador e foi abandonado na disputa por deputados estaduais e candidatos a federal. Como atual vice pensou em outro salto de qualidade, o governo de Alagoas. Mas foi alijado.


Mais uma vítima.

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