A operação da Companhia de Abastecimento de Alagoas (Casal) para cortar o fornecimento de água a prédios de 27 prefeituras de Alagoas foi suspensa a pedido do presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Jorge Dantas. A decisão foi acordada em reunião na manhã desta quarta-feira (18). Agora, as prefeituras terão um prazo de 30 dias para quitar os débitos referentes ao mês de maio.
A operação foi deflagrada ontem pela Companhia, que decidiu suspender o fornecimento das prefeituras que não quitaram as contas de água. O prejuízo da empresa com os débitos ultrapassa a casa dos R$ 7 milhões.
Em uma reunião hoje, entre o superintendente da AMA, Álvaro Machado, o vice-presidente de Gestão Corporativa no exercício da presidência da Casal, Jorge Galvão, o vice-presidente de Gestão Operacional e o superintendente de Negócio da capital, Carlos Figueiredo e Samuel Leite definiu o novo prazo.
Um novo encontro entre a AMA e a Casal será marcado para discutir a realização de um convênio entre as duas instituições com o objetivo de mediar o diálogo entre as prefeituras e a Casal.
"Estamos dispostos a negociar, como já demonstramos durante duas reuniões com prefeituras inadimplentes, sob intermediação do Tribunal de Justiça de Alagoas. No entanto, os prazos dados para negociação dos débitos não foram cumpridos, motivo pelo qual a Casal decidiu iniciar o corte de água das repartições. Vale lembrar que a Casal depende do pagamento das contas dos seus clientes para poder manter os serviços e fazer investimentos na melhoria do abastecimento de água", explicou Jorge Galvão.
Para o presidente Jorge Dantas, a AMA pode atuar como mediadora. “Os municípios passam por um momento difícil por causa da queda do FPM, mas vamos conversar com os prefeitos e continuar em contato com a Casal para encontrar a melhor forma de negociar essas dívidas e evitar que o abastecimento seja suspenso”, afirmou Dantas.
