Na disputa para a Presidência da República o embate já está definido. Enquanto o PSDB usa o mote de que um tsunami vai varrer o PT e a corrupção do Governo Federal, os petistas vão bater na tecla que representam a esperança que vai enfrentar o ódio.
No plano estadual, na disputa pelo Senado, também já está tudo claro entre os principais candidatos. O senador Fernando Collor (PTB) deverá fazer um histórico sobre a sua trajetória política como prefeito, deputado federal, governador, presidente e senador.
Ações, obras e proximidade política com Lula e Dilma em benefício de Alagoas. Outro tema que será usado, sem dúvida, é o fato de ter sido inocentado em todos os processos que respondia no STF relacionados ao período em que exerceu o mandato de Presidente da República.
De posse desse passe-livre, digamos assim, vai mostrar que foi vítima e que lhe tomaram a Presidência. Será muito conteúdo para ser tratado pelo marketing político nos programas eleitorais.
A vereadora Heloísa Helena (PSOL) também tem desafios. Terá que mostrar ações importantes feitas por Alagoas quando foi senadora. Assim também como vereadora por Maceió em seu segundo mandato. O impeditivo pode ser o pouco tempo que dispõe de propaganda eleitoral.
Outro fator que pode pesar contra a sua candidatura é o seu discurso agressivo contra tudo e todos que pensa diferente. Se não mudar esse discurso - o dedo indicador em riste acusador, ficará limitada ao mesmo eleitorado.
Por último, Alexandre Toledo (PSB). Deverá focar o discurso em sua aliança com o presidenciável Eduardo Campos. Usineiro, será um defensor da classe produtora e também do governador Vilela (PSDB), de quem foi secretário de Saúde.
Na eleição de 2010 não conseguiu ser eleito deputado federal pelo PSDB. Ficou na suplência. Herdou a vaga deixada pelo prefeito Rui Palmeira. Também perdeu o controle político do município de Penedo, onde foi prefeito duas vezes.
Cada um dos candidatos citados tem qualidades e defeitos, naturalmente. Os pontos positivos serão explorados pelos seus marqueteiros. Os negativos pelos adversários. Quem estiver na liderança sofrerá o ataque de todos.
Acertar o tempero de ataque, defesa e contra-ataque pode significar muito ao final da corrida.
Em Tempo – Não citei o candidato do PSDB por que não existe, ainda. Não tratei dos candidatos de outros partidos porque são inexpressivos, pelo menos neste momento, de acordo com as últimas pesquisas.
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