Depois da última pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada no último final de semana, fatos novos começam a ser registrados mostrando a volatilidade da base governamental. É que essa pesquisa trouxe claramente a possibilidade de definição da eleição ainda no primeiro turno em favor do pré-candidato da Frente de Oposição, Renan Filho (PMDB).
Talvez por isso – pesquisa, fatos novos - a maioria dos membros do DEM cobrou do presidente do partido, José Thomaz Nonô, na reunião de terça-feira (3), uma decisão com relação a parceria política com o PSDB de Vilela visando à eleição. Nonô ouviu mais do que falou. Foram muitas reclamações.
Uma importante liderança do DEM me confidenciou - e pediu anonimato - que essa parceria com o governador é impossível. “Ora, se Téo não resolve a vida do sobrinho (Pedro Vilela, pré- candidato a deputado federal), vai resolver a dos outros?”
O problema, na visão dos democratas, é que a candidatura imposta de Eduardo Tavares é fragilizada porque é desconhecido, pela falta de apoio de partidos e de tempo de televisão, sem senador e sem um vice que agreguem densidade eleitoral.
Portanto, uma candidatura ilógica que afeta os candidatos proporcionais. Ou seja, uma coligação com o PSDB tende a deixar o DEM sem eleger um só parlamentar.
Fiz algumas indagações a esse membro do DEM:
Vocês vão sair da coligação com o PSDB?
- “Questão é de sobrevivência”.
Vão se coligar com quem, apoiar quem para o governo?
- “80% dos filiados preferem o Biu porque é melhor para as nossas candidaturas de deputado estadual e federal”.
O DEM vai deixar o governo tucano?
- “Não indicamos ninguém pras secretarias”
E a de Agricultura?
- “O secretário José Marinho é cunhado de Nonô, mas quem o indicou foi Alexandre Toledo, não a gente, não o partido”.
E Eduardo Tavares, vocês não acreditam na viabilidade política dele?
- “Ôxe, miou. Acredito que vai existir um acordo e o ET vai miar. Devem ficar só Biu e Renan Filho”.
Em tempo - Caso essa possibilidade de uma disputa entre Biu e Renan Filho seja concretizada dificilmente o pleito deixará de ser definido no primeiro turno. Será uma disputa polarizada entre preto e branco, situação e oposição, Lula e Dilma contra Campos e Aécio.
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