Ele ficou famoso como líder da Força Sindical. Agora deputado federal e presidente do Solidariedade (SDD), Paulinho da Força, em entrevista ao PE 247, afirma que vem aí uma enxurrada de greves até a Copa do Mundo.


Paulinho acusa o governo da presidente Dilma de ser duras com os movimentos sociais e sindicais por querer judicializar as greves. Para ele, o povo, os movimentos sociais e sindicais estão insatisfeitos com o retorno da inflação, endividamento e desemprego. 


Exatamente por isso as bases dos movimentos sindicais, por exemplo, não aceitam decisões tomadas pelas direções de muitos sindicatos, o que tem causado rebeliões dos rodoviários e policiais em algumas capitais.


“O governo é incompetente para lidar com esta situação. E agora que não pode mais contar com a polícia chama o Exército e a Justiça, além de ameaçar com a Lei de Segurança Nacional. Víamos isso lá atrás, nos tempos da ditadura militar”, criticou Paulinho.


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Pernambuco 247 - O presidente do Solidariedade (SDD), deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, acusou o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) de querer “uma volta da ditadura contra os movimentos sociais e sindicais” do país. “É uma volta da ditadura. O governo não consegue conviver com os movimentos e começa a usar a Justiça, visando judicializar as greves. Víamos isso na ditadura. Se nem a ditadura conseguiu acabar com as greves, não será a Dilma quem vai conseguir”, afirmou o líder sindical em entrevista exclusiva ao Pernambuco 247.

Segundo ele, até a realização da Copa do Mundo, em junho, o país será palco de “uma enxurrada” de greves, tanto por parte do setor público como privado.
“A população, os movimentos [sociais e sindicais] estão insatisfeitos com a volta da inflação, com o endividamento por conta do crédito excessivo e pelo desemprego. Essa é a raiz do problema”, disse. Segundo ele, esta insatisfação tem levado a base a não aceitar as ações tomadas pelas diretorias sindicais, gerando dissidências que levam as categorias a rebelar-se contra os seus representantes.


“Os exemplos estão aí, juntos aos rodoviários e até mesmo nas polícias”, disse. O parlamentar refere-se a dissidências registradas junto aos sindicatos dos rodoviários em diversos estados do País, que a despeito dos acordos firmados entre a direção das entidades sindicais e o patronato permaneceram em greve. Situação semelhante foi vista junto à greve da Polícia e dos Bombeiros Militares de Pernambuco, onde uma dissidência das associações da categoria optaram por manter a paralisação. O saldo de dois dias de greve foi uma onda de saques, assaltos, arrastões e tumultos em todas as regiões do Estado.


Como resposta, a Advocacia Geral da União entrou com uma ação na Justiça Federal pedindo o bloqueio das contas bancárias destas instituições para ressarcir parte do prejuízo causado aos cofres públicos e função da mobilização das tropas federais. Até o momento, foram bloqueados cerca de R$ 1,1 milhão. As entidades de classe já anunciaram que irão recorrer da decisão. para Paulinho, este tipo de atitude serve apenas para fazer "caixa milionário para o governo".


“O governo é incompetente para lidar com esta situação. E agora que não pode mais contar com a polícia chama o Exército e a Justiça, além de ameaçar com a Lei de Segurança Nacional. Víamos isso lá atrás, nos tempos da ditadura militar”, afirmou Paulinho. Ele disse, ainda, que irá procurar a Justiça para explicar o que ele qualifica de uma “tentativa de calar os trabalhadores”.