Uma grande caminhada realizada nesta semana em Palmeira dos Índios chamou a atenção para um assunto que aflige a população como um todo: o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. O dia nacional de combate a este tipo de crime é anualmente lembrado no dia 18 de maio e, no município, contou com uma programação socioeducativa, incluindo palestras, atividades lúdicas nas escolas municipais e foi encerrada na terça-feira (20) com a caminhada de alerta aos pais e populares.

A mobilização foi uma ação conjunta entre as secretarias municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, que contaram com o apoio do Conselho Tutelar de Palmeira dos Índios e dos Centros de Referência e Especializado de Assistência Social (Creas/Cras), órgãos que atuam na prevenção e no combate dos crimes contra a criança e o adolescente.

Na avaliação do prefeito James Ribeiro, a iniciativa é de extrema importância, visto que se trata de um assunto grave e precisa ser denunciado. “A população não pode se calar diante deste tipo de crime, assim como de nenhum outro. A prefeitura, por meio das secretarias, tem trabalhado no combate e tem alertado pais e a população para que possamos lutar juntos contra um mal que tem feito vítimas não só em Alagoas, mas em todo o Brasil”, destacou o gestor.

De acordo com Silvana Torres, que esteve na caminhada representando a Secretaria de Assistência Social, o alerta sobre o crime é necessário, pois, com a informação, a população saberá como agir diante da violência e chegará aos meios para denunciar o crime. Torres destacou também que os órgãos do município estão engajados e agindo juntos, por meio de programas com crianças e idosos, para evitar ocorrências em Palmeira dos Índios.

Assim como Silvana, a coordenadora do Creas, Maria José Vieira, destacou a importância da mobilização em Palmeira dos Índios.

“Envolvemos escolas, alunos e pais e escolhemos o bairro Villa João XXIII como partida para a caminhada por ser um local onde tem registrado casos de pedofilia. A campanha de combate ao abuso e exploração sexual chega para alertar a todos e pedir que a população dê um basta, que não se cale diante do crime. A denúncia, anônima ou não, é meio que temos para evitar que mais crianças e adolescentes sejam vítimas”, disse Maria José Vieira.