Uma verdadeira força tarefa composta por 20 promotores foi montada na Sede da Promotoria da Capital, no bairro do Barro Duro, nesta sexta-feira (16), para ouvir 105 servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) que tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados a pedido do Ministério Público Estadual. Os servidores irão prestar informações sobre as irregularidades na folha de pagamento de pessoal da Casa.
Segundo a assessoria do Ministério Público, as oitivas são comandadas pelo promotor José Carlos Castro, que é coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e integrante do grupo de trabalho de combate ao crime contra a administração pública. Os depoimentos são parte do processo de instrução das investigações sobre as irregularidades na folha, que corre em segredo de justiça.
Os trabalhos devem durar todo o dia. Os servidores que foram convocados a prestar depoimento hoje fazem parte da lista de pessoas que teoricamente estariam recebendo dinheiro de forma irregular, numa denúncia que teve início através do deputado estadual João Henrique Caldas (Solidariedade) e posteriormente de recomendações feitas á justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Na denúncia inicial, os deputados membros da mesa diretora da ALE, estariam envolvidos no procedimento fraudulento e atualmente seguem apresentando suas defesas. Em 2013, os parlamentares foram afastados das atividades, para que não atrapalhassem no processo investigativo, mas retornaram ao cargo no início deste ano.
