Os últimos anos têm sido bem atribulados para todos que fazem a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Servidores insatisfeitos, deputados respondendo a acusações e a instituição enfrentando crise geracional e política. A Mesa Diretora suportou denúncias de desvios e malversação do erário, além de recebimento de verbas ilegais e/ou imorais. O Ministério Público assumiu o protagonismo na análise das acusações e no enfrentamento, inclusive com retaliação direta dos Deputados, impactando o Orçamento do MP estadual.

De órgão legislador e fiscalizador a fiscalizado e inquirido, o Legislativo estadual passará por mais uma avaliação popular nas próximas eleições. Depois do escândalo da Operação Taturana, que em 2007 envolveu 9 deputados estaduais, o eleitor alagoano terá uma nova oportunidade de avaliar a atual composição da ALE, referendando a administração atual ou demonstrando descontentamento e buscando renovar os quadros políticos que lá se encontram.

Das 27 cadeiras de Deputados Estaduais, apenas um não afirma categoricamente que não se candidatará nas próximas eleições. Antônio Albuquerque (PRTB) e João Henrique Caldas (Solidariedade) vislumbram a Câmara dos Deputados. Joãozinho Pereira (PSDB) mira no Senado.

Tucanos

Atualmente o PSDB conta com cinco deputados estaduais, são eles: Edval Gaia, Gilvan Barros, Fernando Toledo, Nelito Gomes de Barros e Joãozinho Pereira. Edval Gaia e Gilvan Barros são os nomes tucanos que, certamente, sairão à reeleição.

Já Fernando Toledo, Presidente da ALE, confirmou que sua candidatura à reeleição não é certa, podendo ser ele ou seu filho, Bruno Toledo. “Pode ser eu ou ele”, referindo-se ao próprio filho. Bruno deixou a Secretaria de Administração, Finanças e Planejamento de Cajueiro, cuja prefeita é sua mãe, Lucila Toledo, no último dia 26 de março.

Assim como Fernando Toledo, o nome de Nelito Gomes de Barros também não é certo para candidatura nas próximas eleições. Talvez o nome da família seja o do ex-governador Manoel Gomes de Barros. O ex-governador admitiu, ao CadaMinuto Press, que ainda não há definição quanto ao seu nome na disputa, mas que tanto poderá ser candidato à ALE quanto à Câmara dos Deputados. “Estamos ainda aguardando uma definição quanto à candidatura ao governo do estado e às coligações, mas posso sair a Deputado Federal ou Estadual”.

Joãozinho Pereira, o mais votado nas eleições de 2010, tem batalhado para ser o nome do partido para o Senado. Até agora não bateu o martelo e os nomes de sua esposa e do irmão mais novo, Fernando Pereira (DEM), têm sido apontados como possíveis candidatos da família para a vaga que será deixada por Pereira. Como o Blog do Vilar, no portal CadaMinuto, adiantou, “candidatura de Joãozinho Pereira a uma majoritária não se sustenta sozinha. Se o PP se aliar ao PSDB, o caminho pode ser mais fácil para Pereira. Porém, conforme os bastidores, tucanos e pepistas devem marchar separados nas eleições deste ano”.

PMDB e PT: partidos trabalham para manter espaços na Assembleia Legislativa

O PMDB conta com a segunda maior bancada na ALE. Flávia Cavalcante, Olavo Calheiros, Ricardo Nezinho e Luiz Dantas devem ser candidatos à reeleição. O pai da deputada Flávia, Cícero Cavalcante, ex-prefeito de São Luiz do Quitunde e Matriz do Camaragibe, confirmou que sua filha deve ser candidata à reeleição nas próximas eleições, e que só entrará na disputa se ela desistir.

Em princípio, a bancada petista sairá candidata à reeleição. Ronaldo Medeiros e Marquinhos Madeira, certamente. Hoje, a dúvida permanece sendo Judson Cabral, que continua o mais cotado nos bastidores para ser vice na chapa dos Calheiros – Renan ou Renan Filho – em oposição à situação tucana. Por ora, Judson limita-se a reafirmar seu foco na ALE, mas não fecha porta e não descarta a possibilidade de analisar o programa de governo da oposição.

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