Noites sem dormir e a preocupação com o futuro. Essa era a realidade de Edleuza Maria da Silva, 37 anos, que teve a vida devastada pela enchente que destruiu a casa alugada onde ela vivia com o marido e os oito filhos, em São Luís do Quitunde, na Região Norte de Alagoas. Após a tragédia, a saída encontrada por Edleuza foi arrumar abrigo na residência de uma das filhas e do genro, que possuía somente um cômodo.
Sem pedir permissão, a água invadiu a morada da dona de casa pelos fundos. Em uma verdadeira “operação de guerra”, Edleuza contou com a força dos filhos e do marido, o cortador de cana José Faustino dos Santos, para colocar os poucos móveis que se salvaram no telhado da casa.
Porém, o bem mais valioso que Edleuza Maria da Silva possuía foi salvo do perigo da enchente. “Tenho nove filhos, e o mais novo é uma criança especial. Não fala, não anda e depende de mim para tudo. Enquanto a chuva tomava conta da casa, só pensei em correr e pegar meu filho nos braços para que ele não morresse na enchente”, relembra emocionada a dona de casa, que é uma das mais de 70 mil pessoas que ficaram desabrigadas ou desalojadas depois da cheia que assolou Alagoas em junho de 2010.
Mas o sofrimento faz parte do passado. Hoje, Edleuza tem um teto seguro para morar. Sua família é uma das 100 contempladas com uma casa no Residencial Ana Emília Correia Maranhão, em São Luís do Quitunde.
A notícia do benefício da casa própria foi recebida com uma feliz coincidência para Edleuza Maria: “Não posso esquecer que quando eu perdi a casa na enchente, eu carregava meu filho especial. No dia que recebi a notícia da casa nova, eu estava alimentando minha criança, eu também estava com ele nos braços”, conta. “Foi muita alegria. Ainda não acredito que estou no meu lar. E o melhor, não corremos mais o risco de perder tudo com a chuva. O dia que a gente se mudou pra cá, foi a noite de sono mais tranquila que eu já tive”, disse Edleuza Maria.
Em sete anos, o programa habitacional de Alagoas atingiu a marca de 50 mil novas moradias no estado.
“A redução do déficit habitacional sempre foi uma das prioridades. Dar a segurança de um novo teto para quem perdeu sua casa na enchente era uma questão urgente”, afirma o ex-secretário de Infraestrutura e presidente do PSDB Maceió, Marco Fireman.
