Todo ano eleitoral, principalmente, reacendem-se as discussões sobre eleições, eleitores e qualidade do voto. Críticas a políticos, gestores públicos, carência de políticas públicas de qualidade, assim como denúncias de corrupção, locupletamento e toda sorte de desvios do dinheiro público ganham espaço nas discussões particulares e nas redes sociais. Apontar para os erros dos outros é sempre mais fácil, mas pouco é feito para criar a consciência política suficiente para refletir nas urnas.

Com o passar dos anos e dos escândalos, muitos brasileiros têm demonstrado algum interesse no voto independente e consciente, nestes casos o discurso se volta para a falta de opções. Nomes e partidos que não demonstram confiabilidade e que – direta ou indiretamente – acabam sendo ligados a casos de corrupção e outros escândalos políticos.

Mas que consciência política é essa? Que consciência cidadã é essa? Quem é o melhor político, o melhor candidato? Deve analisar propostas? Posturas? Bandeiras? Ou será que basta considerar o passado “ficha limpa”? Pensando nisso e visando o fortalecimento da democracia e a consolidação do voto consciente, institutos independentes e voltados para a transparência e para a fiscalização dos atos políticos investem na criação de cartilhas norteando o voto responsável.

É o caso do Instituto Ágora: em defesa do eleitor e da democracia, que lançou “Voto Responsável: Eleições no Brasil” trazendo “informações sobre o processo eleitoral, dicas para escolher os candidatos, as consequências do voto nulo, além de entender quais as funções dos cargos em disputa nas eleições”.

Movimentos e representantes de classes específicas também têm incentivado o lançamento de cartilhas e instrumentos capazes de orientar seus simpatizantes a fortalecerem a própria classe e a bancada federal e/ou estadual para que representem e defendam seus interesses na sociedade. A medida adotada não é só de representantes de minorias, mas também de grupos com espaço cada vez maior na política nacional, como é o caso da bancada religiosa.