O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reagiu com indignação à operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (12), que teve como alvo uma ex-assessora próxima ao parlamentar.
A PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, que atuou como braço direito de Lira durante sua gestão à frente da Câmara. À época, ela era responsável pelo controle de planilhas relacionadas ao chamado orçamento secreto.
Em conversas com aliados, Lira criticou o fato de a ação policial ter ocorrido no dia do aniversário de Tuca. Segundo relatos, o deputado negou qualquer irregularidade e afirmou que a indicação de emendas parlamentares não configura crime.
O ex-presidente da Câmara reconheceu a proximidade com a ex-assessora, a quem se referiu como amiga, mas ressaltou que ela é servidora concursada da Casa e possui perfil técnico. Atualmente, Tuca está lotada na liderança do Progressistas (PP), partido presidido por Lira.
Além das funções no Legislativo, Mariângela Fialek também ocupou cargos no Executivo por indicação do deputado, como conselheira fiscal da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e da Caixa Econômica Federal, posto que exerceu até abril de 2025.
Ainda de acordo com interlocutores, Lira avaliou que a operação da PF, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, pode representar uma reação da Corte às recentes ofensivas do Congresso Nacional contra o Judiciário.
*com Agências
