Passou o carnaval. Agora é hora dos grupos políticos se debruçarem sobre o tabuleiro do xadrez. A data marcada para se ter um desenho quase definitivo do processo é o dia 6 de abril. O motivo? É quando se sabe com total certeza se o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) permanece ou sai do governo para disputar o Senado Federal. A maioria aposta em sua permanência, mas há quem acredite que ele possa voltar atrás diante das circunstâncias.
Fontes afirmam que uma pesquisa de opinião encomendada pelos palacianos mostram que Vilela teve uma sensível melhora nos números, se mostrando um candidato competitivo. Porém, isto está longe de influenciar a decisão do governador. O quem tem incomodado os palacianos é o silêncio de Teotonio Vilela Filho. Como não se decide, Vilela tem liberado (ainda que sem querer) a base para as mais variadas discussões. Logo, perde a condição de timoneiro do processo de sucessão.
São cinco os pré-candidatos do Palácio Repúblicas dos Palmares: os tucanos Marco Fireman e Luiz Otávio Gomes, o deputado federal Alexandre Toledo (PSB), o vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas) e o senador Benedito de Lira (PP). Todos querem disputar o Executivo. O único palaciano que se diz disposto a disputar o Senado Federal é o deputado estadual Joãozinho Pereira (PSDB), mas até aqui é pouco levado a sério. O "senador" palaciano deve sair das composições. Ou seja: algum nome que sobrar neste bolo.
Benedito de Lira, apesar de ser o palaciano mais bem posicionado, está longe de ser o preferido de Teotonio Vilela Filho. O senador pepista esteve reunido com Vilela na quinta-feira passada, dia 13, para falar sobre um encontro da frente de partidos que defende a candidatura do PP. Nesta frente estão o PR (do deputado federal Maurício Quintella Lessa), o Solidariedade do deputado estadual João Henrique Caldas e o PSD do parlamentar João Lyra. A frente pode ainda contar com o PROS do também federal Givaldo Carimbão (PROS).
Lira quer apresentar a "Frente Pró-Biu" em um evento que reúne ainda 32 partidos (ele ocorreu após o fechamento desta edição). Uma forma de demonstrar forças e se fazer presente no jogo, independente de Vilela. Benedito de Lira já tem um segundo passo - profissionalizando a pré-camapnha - divulgar um projeto de governo. Uma resposta ao que vem sendo anunciado pelo PMDB do senador Renan Calheiros, que tem até um "conselho político" trabalhando no projeto que a sigla deve apresentar para a sociedade e para o grupo aliado.
Benedito de Lira já remodelou sua estratégia de marketing e comunicação. Esta empenhando em ser o principal rival do grupo do senador Renan Calheiros em Alagoas. Lira ainda tentará disputar a aliança com o PT. Todavia, esta já está praticamente fechada com Renan Calheiros.
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