A comoção social pelo assassinato do empresário Guilherme Brandão foi grande nesta quarta-feira, dia 26. Diante do medo e da revolta, os clamores da sociedade civil organizada por mais segurança em Alagoas chegaram à bancada federal e o primeiro a se posicionar sobre o ocorrido foi o deputado federal Renan Filho (PMDB).
Por meio de seu perfil na rede de microblogs Twitter, o parlamentar lamentou a situação da segurança pública alagoana, além de se solidarizar à família diante deste momento de dor e pesar. “Absurdo o latrocínio que vitimou Guilherme Brandão. Alagoas assiste de joelhos a violência vencer a guerra. Basta! Não podemos mais aceitar!”, postou Renan Filho.
O deputado condenou a postura do secretário de Estado da Defesa Social, Eduardo Tavares, ao criticar a repercussão do caso nas redes sociais e demais meios de comunicação, por ter ocorrido com um empresário renomado da capital. “Muito feia a declaração do secretário de Segurança, Eduardo Tavares. Ele afirmou que não teria a mesma repercussão se o crime acontecesse na periferia”, condenou.
Na opinião de Renan Filho, exposta no Twitter, “independente da repercussão, qualquer homicídio deveria indignar o secretário de Segurança de Alagoas”. O deputado entende que “talvez a inércia, a falta de comoção, a falta de atitudes e posicionamentos enérgicos, tenham nos trazido ao tipo da violência no Brasil”.
O deputado peemedebista se disse solidário ao povo alagoano de um modo geral diante da situação de medo. “Triste realidade que nos tira a esperança. Atitudes e declarações erráticas transformam nossa Alagoas em terra do medo e da insegurança”, finalizou Renan Filho.
Outro parlamentar federal alagoano repudiou a declaração de Eduardo Tavares. O petista Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, também por meio do Twitter, levantou, inclusive, o despreparo do secretário para lidar com a situação. “O secretário de Defesa Social não está preparado com a indignação da sociedade”, frisou.
O deputado federal João Caldas (SDD) foi além e pediu, na tarde desta quarta-feira, intervenção federal no Estado de Alagoas.
