Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Arapiraca aderiram à paralisação nacional. Nesta terça-feira, o prédio onde funciona a sede, no Centro do município, estava fechado e com adesivos de Greve na porta.

O momento em que funcionários colocavam os adesivos no local foi flagrado pelo leitor Márcio Ferreira, que enviou a foto para reportagem do Minuto Arapiraca.

Os funcionários reivindicam o pagamento de mensalidade pela assistência médica hospitalar e denunciam a privatização do plano de saúde.

Com a greve, que acontece em vários estados do Brasil, o atendimento aos consumidores e a entrega de correspondências estarão suspensos.

O desentendimento vem desde abril do ano passado, quando foi criado o Postal Saúde, caixa de assistência que, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), representa a privatização do convênio médico, o Correios Saúde. A Fentect estima que a estrutura do Postal Saúde custe R$ 120 milhões, a serem bancados pelos empregados, e não pelos Correios.

A diferença é que pelo convênio antigo, os funcionários pagavam de 10% a 20% do valor dos serviços utilizados, de acordo com o salário que recebiam. Pelo Postal Saúde, os preços aumentaram e uma mensalidade passou a ser cobrada.

No início das paralisações, os Correios, em nota, negaram ter descumprido a determinação do TST em relação ao plano de saúde. "Todos os benefícios estão garantidos, incluindo dependentes cadastrados, porcentagem de compartilhamento, não cobrança de mensalidade ou tarifas, rede credenciada e cobertura de procedimentos entre outros", dizia a nota.