O encontro nesta sexta-feira (14), em Arapiraca, dos partidos da Frente de Oposição ao governo tucano em Alagoas é recheado de significados.


Primeiro, é a reafirmação de um entendimento fundamental para a consolidação da união entre os principais partidos da base aliada da presidente Dilma. Segundo, que deverão marchar juntos nas eleições deste ano. Terceiro, que já ficou claro que as propostas de soluções para os problemas que o estado enfrenta serão avaliadas e debatidas, e só depois é que nomes e cargos dos postulantes serão definidos.


Certamente os discursos terão como alvo o governador Vilela (PSDB), especialmente em áreas como saúde, educação e segurança, os principais calos e gargalos da gestão tucana.


Outro ponto nevrálgico enfrentado pelos partidos da situação é a indefinição sobre quem será candidato ou não ao governo e ao senado. Na verdade, a disputa tem sido imensa e intensa entre Marco Fireman, Luiz Otávio Gomes, Nonô, Alexandre Toledo, Biu de Lira, Rogério Teófilo, entre outros.


Enquanto a Cooperativa dos Usineiros ainda não se definiu, tampouco o governador, os nomes acima citados buscam ocupar espaços, contratar assessores, despachar em escritórios de pré- campanha.


Dos nomes acima citados apenas o senador Biu de Lira pode ser considerado com forte densidade eleitoral, em seguida José Thomaz Nonô. Os demais são totalmente desconhecidos do povo ou limitados a uma região.


No caso específico do Luiz Otávio ao querer construir uma candidatura orgulhosa porque convida empresários parceiros de atividade – muitos dos quais prestaram e prestam serviços ao executivo - para ser homenageado após ter deixado o governo, esquece-se do mais importante, que é conhecer o povo do Jacintinho, Benedito Bentes e cidades do interior.


O cheiro nem sempre agradável das ruas enlameadas das nossas cidades, fazem diferença sim nesse processo. Impor candidaturas sem respaldo popular neste momento é algo, digamos, irracional. Ou será estúpido?


O poder embriaga, endoidece, cega. Por isso poucas ações foram feitas em benefício do povão nos sete anos de gestão tucana.