A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, repercutiu também no cenário local. Andrade foi atingido por um rojão durante um protesto contra o reajuste das tarifas de ônibus na última quinta-feira (11), no centro do Rio de Janeiro, e teve morte cebrebral ontem.
Em Alagoas, o atentado contra o cinegrafista também chocou e revoltou o Sindicato dos Jornalistas, que repudia atos de violência, seja física ou verbal, contra jornalistas no exercício da profissão, e à sociedade. “Nós estamos acompanhando o caso e estamos chocados com o nível de violência no país”, afirmou Valdice Gomes, presidente do sindicato dos jornalistas de Alagoas (Sindjornal).
Sobre os equipamentos de segurança aos profissionais da imprensa, Valdice destacou que requisitos de segurança já haviam sido solicitados ao governo federal desde as primeiras manifestações para os profissionais e também no âmbito das empresas de comunicação. “Infelizmente foi preciso haver um gesto extremo de violência para que as autoridades atentassem para a categoria.”, destacou.
Valdice relembrou atentados contras jornalistas no Brasil e destacou a necessidade em priorizar a segurança desses profissionais. “É absurdo quando trabalhadores se voltam contra os próprios trabalhadores. Cada vez que um jornalista é agredido fisicamente ou por intimidação, a sociedade está sendo ameaçada em seu direito à informação.”, destacou.
Sobre as manifestações, Valdice ressaltou o direito ao protesto, mas criticou atos de violência. “Não queremos o fim das manifestações. Todos têm o direito de protestar, mas não podemos confundir esse direito com o de agredir. Que os responsáveis por esse crime sejam punidos.”, finalizou.
O caso
Santiago Andrade registrava imagens em frente à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, quando foi atingido por um artefato explosivo na altura da orelha esquerda. Após ser operado, o cinegrafista teve morte cerebral.












