Interceptação de e-mails, monitoramento das redes sociais e agentes à paisana. Essa estrutura está sendo usada pelas forças de segurança do Governo Federal para garantir que o Brasil não enfrente protestos violentos durante a realização dos jogos da Copa do Mundo.
Os estúpidos baderneiros que adotam o slogan Não Vai Ter Copa começam a sofrer profundo acompanhamento. O temor maior é por conta dos atos de vandalismo contra o comércio e a possibilidade de paralisação nas cidades.
Outra grande preocupação é para que os jogos e os milhares de turistas que estarão no Brasil não sejam prejudicados. São esperados cerca de 600.000 visitantes estrangeiros. Portanto, protestos violentos podem prejudicar a imagem do país como potência crescente na visão mundial.
A necessidade de que haja acompanhamento com muita atenção com relação ao que vem sendo organizado em termos de protestos é urgente e crescente. Afinal de contas, esses protestos já estão previstos para ocorrerem nas cidades brasileiras que receberão jogos.
Somada a essa preocupação com a imagem mundial, há outra muito maior para entender o tamanho da questão: no segundo semestre deste ano teremos eleição e a presidente Dilma Rousseff vai tentar o segundo mandato.
Caso o governo não tenha competência para garantir efeitos reduzidos - e até efeito zero - provocados pelos manifestantes, corre o risco de ser atingido negativamente em um momento fundamental da corrida eleitoral. Tudo o que a oposição e seus pré-candidatos mais desejam, naturalmente, é o desgaste da presidente Dilma e do PT.
A vigilância tem sido crescente, cada vez maior, embora o próprio governo evite tocar no assunto. O medo que dá é essa turma da segurança tomar gosto pelo monitoramento e começar a acompanhar todos nós, eu e você, a sociedade. E tudo isso é possível do ponto de vista tecnológico.