Recebi a informação de que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), poderia ser candidato a governador, mas duvidei. Só que tal informação foi repetida por outra fonte política, fiquei em dúvida, pois lembrei que ele havia me dito que não seria candidato de jeito nenhum, inclusive afirmando que a “sua mulher o colocaria pra fora de casa”. Daí aparece à terceira informação, também política, dizendo que ele já estaria concordando em ser candidato ao governo.
Mas há ainda um grande problema que é o seu pai, o ex tudo em Alagoas, Guilherme Palmeira, que discorda. Inclusive teria dito que não participaria da campanha por achar arriscado queimar o nome do filho, caso não seja vitorioso. Guilherme defende que esse nome político deve ser construído solidamente com uma boa gestão em Maceió.
Rui Palmeira teria sido pressionado por nomes poderosos do PSDB, inclusive pelo próprio governador Vilela (PSDB). A avaliação do alto tucanato local, e nacional, principalmente, é que é um absurdo entregar o poder sem que a sigla dispute o pleito com candidato próprio a governador e senador. O nome ideal para isso é o de Rui Palmeira. Vilela e Rui já teriam conversado sobre isso.
Pois bem, essa possibilidade estaria deixando os partidos da situação numa completa guerra de nervos. Biu de Lira teria que desistir da sua candidatura porque ficaria no comando da prefeitura de Maceió através do seu enteado, o vice-prefeito Marcelo Palmeira. Ainda ganharia secretarias num futuro governo.
Alexandre Toledo também teria que ser convencido pela Cooperativa dos Usineiros e pelos aliados do PSDB, partido que deixou recentemente para se filiar ao PSB. Tem ainda Marcos Firemann e Luiz Otávio Gomes. Ambos, embora não tenham votos nem importância política e sequer sejam conhecidos do eleitor, embora tenham grande influência em setores da economia alagoana, também teriam que ser convencidos para abrirem mão de seus sonhos majoritários. Bom, e Nonô como ficaria nesse novo quadro? Não consegui saber, mas, imagino que também terá que ser convencido a assumir o governo e não ser candidato porque a chapa seria uma só, não duas ou três como hoje é apresentado. E o atual vice não é considerado um agregador em política.
Esse seria o objetivo para enfrentar uma só candidatura da base aliada da presidente Dilma, seja Renan pai ou Renan Filho.
Entretanto, a guerra está grande dentro dos partidos ligados a Vilela. Muitos não estão gostando dessa possibilidade de mudança. Como não se faz política sem se fazer vítimas, muitos ficarão pra trás, quer queiram ou não.
Só que esse novo quadro, caso seja confirmado, abre grandes possibilidades para que o senador Fernando Collor (PTB) e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) também possam reavaliar o que vão disputar. É que ambos ainda são muito bem avaliados numa eleição para o governo e a disputariam contra noviços na política, Rui e Renanzinho.
É mais um cenário. Como em política tem gente que já viu até boi voar, tudo é possível uma vez que política é oportunidade, é momento