O ex-governador Ronaldo Lessa embarca para Brasília, nesta quarta-feira (5), onde vai participar de uma reunião com a executiva nacional do PDT. Em pauta, uma avaliação da conjuntura política nacional e também sobre a situação do partido nos estados.


Para ele, sobre os partidos de oposição ao governo Vilela (PSDB), o quadro se encaminha para que o candidato a governador seja do PMDB, embora o ex-prefeito Cícero Almeida seja uma alternativa. “Acho que o PMDB é o favorito pra indicar e quer mostrar que reúne condições para isso, mas não é definitivo. Até o final de abril fica claro quem serão os candidatos”, acredita Lessa.


Com relação às candidaturas ligadas ao governo tucano, o pedetista acredita que Alexandre Toledo (PSB) e Benedito de Lira (PP) estão em processo de início de campanha eleitoral. No entanto, a candidatura deles poderá complicar se o governador for candidato porque terá que deixar o cargo. Caso isso ocorra José Thomaz Nonô (DEM) fica fortalecido no processo.


Os partidos mais a esquerda em Alagoas também deverão ter candidatos ao governo e ao senado, caso do PSOL da vereadora Heloísa Helena, entre outras siglas. O ex-governador também confirmou um encontro com a vereadora, mas negou que tenha sido colocada na mesa a reedição da dobradinha Lessa ao governo e Heloísa Helena para o senado.


“O projeto dela é o senado. O meu é ser deputado federal. Temos clareza que as circunstâncias não sugerem que estejamos juntos. No encontro conversamos sobre política, mas principalmente sobre coisas pessoais, coisas da vida. Nunca houve conversa de nos reaproximarmos. Ela acha melhor eu ser deputado federal”, explica.


Para o ex-governador está claro que outra questão que os afasta politicamente neste momento é o fato de a vereadora estar distante do palanque da presidente Dilma Rousseff. “ Há coisas que eu teria que recuar e ela também. Há coisas objetivas e subjetivas. Nem colocamos esse assunto ( reaproximação) na mesa. Ganhamos eleições anteriores por ração do povo - diz falando sobre eleição para prefeitura de Maceió e governo de Alagoas – agora não há esse clima, esse sentimento” conclui o ex-governador.