A prefeitura de Mata Grande conseguiu sanar um problema que prejudicava centenas de pessoas no Sítio Almeida e região. Novos bueiros foram colocados em pontos estratégicos e as cisternas coletoras do Matadouro Público foram limpas. A prefeitura também recuperou toda estrada vicinal.
O secretário de obras, Cledson Inácio, o “Keu” explicou que o problema se propagou após os municípios de Inhapi e Canapi passarem a matar os animais em Mata Grande, com isso a estrutura não suportou, e o líquido que deveria ficar retido nas caixas coletoras transbordava na estrada.
“Novos bueiros foram colocados na estrada e as caixas coletoras foram limpas. A estrutura do matadouro foi construída apenas para atender Mata Grande, mas estamos cedendo a estrutura para Inhapi e Canapi que tiveram os matadouros interditados pela vigilância sanitária. Quando há uma grande movimentação na matança dos animais a caixa coletora não suporta e transborda, mas iremos ficar atentos para que o problema não volte acontecer”, explicou o secretário.
Agora as pessoas podem utilizar a estrada que foi recuperada. Com os novos bueiros não existirá poças d’água que muitas vezes provocava fedentina na localidade. O trabalho de melhorias no Matadouro foi acompanhado pela Vigilância Sanitária do município.
Matadouro recuperado
Melhorias
Antes os animais sofriam bastante no abate. Hoje o matadouro dispõe de uma pistola pneumática instrumento apropriado para finalizar o animal. Basta encostar a ferramenta sobre o osso frontal da cabeça do animal e acionar o equipamento, que injeta 175 libras de ar comprimido, força que causa morte cerebral imediata e praticamente indolor, bem diferente do uso da marreta ou do “chuncho”, instrumento que perfura e mata por sangria, ambos comumente empregados por marchantes nos matadouros de Alagoas.
Morto, o boi é içado por uma das pernas, sustentado por corrente colocada em um dos ganchos que deslizam no trilho, sistema aéreo que garante a ausência de contato entre o animal abatido e o chão. Dependurado, ele é sangrado e tem a cabeça separada do corpo, que logo depois é esfolado por equipamento. A retirada completa do couro do gado é feita por servidores que usam facas afiadas.
As vísceras também são retiradas e separadas de acordo com seu aproveitamento para consumo humano, preparo feito em setor que não tem contato direto com o espaço onde o animal é retalhado por serra elétrica, manual e facas, instrumento de trabalho mais simples e provavelmente o único comum em relação aos demais abatedouros públicos. Os trabalhadores usam Equipamento de Proteção Individual, do boné, botas emborrachadas e luvas.
Nos dias que acontecem à matança, técnicos da Vigilância Sanitária de Mata Grande fiscalizam se os marchantes e fateiras estão usando o kit individual de higiene. Toda carne é transportada por uma carroça que atende os patrões exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).







