O grupo de quinze pessoas a que me referi na postagem anterior não parou com suas avaliações. Assim, vamos dar continuidade às várias horas em que eles ficaram analisando o quadro eleitoral desenhado neste momento e suas perspectivas para o futuro bastante próximo.


Para esses quinze, o senador Renan Calheiros tem a obrigação cívica de ser candidato a governador de Alagoas. Pelo poder conquistado em sua atividade política, nunca Alagoas teve a chance de ser governado por alguém que amealhou tamanha força e prestígio dentro do Congresso e do Governo Federal. Não ser candidato é considerado um desserviço. Ele é franco favorito porque tem 25 prefeitos eleitos pelo PMDB. Com os apoios que seu aliados dizem que tem, o número chega a 80 prefeitos que o apóiam, ou a quem indicar.


Desserviço também são as especulações sobre as possíveis candidaturas do deputado federal Renan Filho e do prefeito Rui Palmeira ao governo. O grupo considera que ambos devem ser preservados para que não seja furada a fila natural da história política. Ou seja, são jovens demais, precisam amadurecer, podem esperar e “ainda estão sentados nas janelas de trás do ônibus político”, embora tenham convivido desde pequenos com tais movimentações dentro de suas casas.


Quanto aos três candidatos ao governo estadual dos partidos ligados a Teotonio Vilela – Alexandre Toledo, José Thomaz Nonô e Biu de Lira-, deverão ter suas chapas montadas com candidaturas a vice-governador ou para o senado por nomes como os de Régis Cavalcanti, Rogério Teófilo, por sua influência em Arapiraca; Givaldo Carimbão, pela dificuldade de conseguir ser reeleito; Luiz Otávio Gomes, embora natural de Pilar também tem os pés em Arapiraca por ser casado com a filha de um ex-deputado; e, por último, Marco Fireman. Nessa lista faltou aparecer o sexto nome, caso você não tenha percebido, para preencher as vagas de vice e senador.


Já com relação ao senador Benedito de Lira a estrondosa votação obtida em 2010 quando concorreu ao senado não se repetirá. Embora nunca tenha perdido uma disputa direta, o senador foi bafejado pela novidade como candidato, o desgaste político, naquele momento, do poderoso Renan Calheiros e todos os erros cometidos por Heloísa Helena no discurso de campanha, coligações e falta de qualidade do material de campanha em todas as mídias.


Portanto, é de bom tom todos os candidatos a governador não esquecerem o que já foi aconselhado por um ex-governador. Ele dizia que para ganhar eleição é preciso saber e controlar quatro operações básicas: somar adeptos (+), diminuir adversários (-), multiplicar esforços (x) e dividir tarefas (:).