Quinze pessoas que entendem de política e que viveram direta ou indiretamente nesse meio se encontraram em um evento recente. Claro que o tema foi o pleito de 2014. Antes de qualquer coisa fui avisado que o grupo presente não está vinculado a nenhum político em evidência no momento em Alagoas.

Foi opinião majoritária que Alexandre Toledo (PSB), José Thomaz Nonô (DEM) e Benedito de Lira serão candidatos ao governo. O objetivo é levar a eleição para o segundo turno e criar palanques para os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) Toledo, Aécio Neves usaria o palanque de Nonô e Dilma Rousseff seria citada no de Biu de Lira. Essa seria a estratégia do governador Vilela. Mesmo assim, o senador Renan Calheiros seria vencedor no 1º turno.

Os candidatos do governador também teriam três nomes para o Senado Federal com a intenção de que os  seus votos somados representassem o percentual que Vilela teria se tivesse sido candidato e também para ajudar a vereadora Heloísa Helena (PSOL) contra o senador Fernando Collor (PTB).


Essas avaliações ocorreram ao mesmo tempo em que os quinze decidiam os resultados dos temas através de votações. Na primeira, por 14 a 1, a maioria cravou que Renan Calheiros venceria a eleição. Por 9 a 6, noutra votação, que Renan  venceria no primeiro turno. E na última disputa todos cravaram que o senador é o melhor candidato ao Governo por conta do poder conquistado em Brasília.

Entretanto, os presentes também encontraram problemas que os remeteram a um passado recente, inclusive tendo Calheiros como um dos atores principais, em 1990.

Nesse ano houve eleição para o governo. Pelo poder conquistado em Brasília como líder do governo do presidente Fernando Collor na Câmara dos Deputados, Renan era o franco favorito. Contam que foi procurado pelo deputado federal Geraldo Bulhões, que lhe propôs uma chapa com Renan ao governo, GB para o Senado Federal e o vice-governador sendo indicado pelo governador Moacir Andrade.

Essa proposta, naquela época, atendia a todas as correntes políticas majoritárias do Estado. A resposta de Renan Calheiros foi uma negativa àquela idéia seguida de uma afirmação de que ganharia a eleição. Geraldo Bulhões reagiu imediatamente e teria dito: “então, você vai ver que a eleição será disputada. Sou candidato a governador”.  Bom, Geraldo Bulhões foi eleito governador.

O grupo dos quinze desconfia que Renan Calheiros pode estar cometendo erro semelhante ao anunciar, e deixar que espalhem – que o PMDB tem condições de lançar candidatos para todos os cargos. Outra falha observada é que as conversas com diversas lideranças políticas não têm ocorrido devidamente, nem com a devida intensidade.

Será?

Isso pode ser um risco? O poder engana? O passado ensina e pode se repetir?