Lulinha é danado, treloso, abusado e visionário. Pois não é que o ex-presidente Lula já pensa e projeta que o PT estará no comando da Presidência da República em 2022? Isso mesmo.
Sequer a presidente Dilma terminou o seu primeiro mandato, o pleito de 2014 ainda vai ocorrer, claro, quando ela vai disputar a reeleição. E ainda teremos, caso ela seja reeleita, outra eleição, 2018, até chegarmos a 2022, quando o Brasil estará completando 200 anos de independência.
Claro que considero Lula um cara que vê adiante, do ponto de vista político e estratégico. Acertou ao escolher Dilma como sua sucessora, assim como bateu o pé e bancou candidatura do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, a prefeitura da cidade de São Paulo.
Porém, acho excessivo projetar 2022. Em política, o desgaste de um grupo político e das lideranças principais é algo certo e definitivo, o que não significa o fim de uma era, o fim da história.
Aliás, embora em política o futuro deva ser projetado, fatos que transformam o presente e o futuro não podem ser perfeitamente controlados, absolutamente controlados. Cada momento é único, embora parte do todo.
Lula sonha e projeta permanência do comando, mas o eleitorado é constantemente renovado. E as necessidades e exigências de hoje do povo não são as mesmas de ontem, tampouco serão as de 2014, ou as de 2018, 2019...2022...2030.
O mundo se renova e se transforma sempre, bem como os políticos, partidos, eleitores e necessidades.
E ainda existem as situações inesperadas.
Vivemos e morremos. Tudo tem início e fim.
Leia, abaixo, declarações do ex-presidente Lula sobre o tema tratado no brasil247.com.br:
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que entrou na campanha para reeleger a presidente Dilma Rousseff em 2014, já fala em PT no poder em 2022, quando o Brasil completará 200 anos de independência.
Para isso, após uma eventual segunda gestão de Dilma, até 2018, um outro governo petista teria de se eleger a partir de 2019.
"Já estou pensando no Brasil de 2022, quando a gente completar 200 anos de independência e fizer uma comparação do que era o Brasil. Aí vai ser duro, Dilminha, quando a gente falar do Brasil que nós deixamos em 2022 e o que nós pegamos", afirmou o ex-presidente ao receber título de doutor honoris causa da UFABC (Universidade Federal do ABC), em São Bernardo (SP), instituição criada durante seu primeiro mandato no Palácio do Planalto.
No discurso bem humorado, o petista também citou números em diversas áreas, como a entrega de casas populares pelo programa Minha Casa Minha Vida, a retirada de milhões de brasileiros da extrema pobreza, o crescimento da renda da população, os baixos índices de desemprego - "menores que o dos Estados Unidos e da Europa", como citou - e o controle da inflação - "sempre abaixo da meta estipulada pelo governo". Lula anunciou ainda que a presidente Dilma Rousseff, presente no evento, "está preparando o País para um novo salto".