Por favor, leitor amigo, não pense que o ponto de exclamação que botei acima é complexo de cachorro de rua, abandonado. Pelo contrário. Mas que há um bocado de inveja, isso sim, é verdade.

No texto que você vai ler abaixo tem avaliação de dois economistas. Um afirma que o crescimento do PIB per capita - que significa a distribuição e renda entre as pessoas -, de Sergipe foi obtido graças às políticas do governo do Estado. O dever de casa seguido foi atrair empresas, investir em políticas sociais e incentivar pequenas empresas.

O segundo explica que as possibilidades de crescimento do PIB sergipano são enormes. Avalia, também, que três estados brasileiros concentram 53% de tudo que é produzido no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O que significa que de cada R$ 100 produzidos, R$ 53 ficam nessas cidades.

Sobre Sergipe: Não tenho lembranças de alguma operação da polícia estadual, ou federal, prendendo vereadores, prefeitos ou deputados acusados de desvio de dinheiro público. Tampouco de governador ter agido, politicamente, para que os deputados estaduais não autorizassem pedido de instância jurídica superior para processá-lo, acusado de recebimento de propina.

Honestidade, cuidado e dedicação com o que é público, respeito pelo povo, enfim, são questões também fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do povo.

E faz diferença.

 

Cândida Oliveira - Jornal do Dia (Sergipe) - Sergipe obteve em 2011 PIB per capita (Produto Interno Bruto por pessoa) de R$ 12.536,45, o melhor do Nordeste. Em segundo lugar está Pernambuco com R$ 11.776,10 - per capita, seguido da Bahia, com R$11.340,18. Os dados foram divulgados na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Os comentários efetuados sintetizam o panorama da economia brasileira em 2011 e confrontam a participação relativa das Grandes Regiões e Unidades da Federação na composição do PIB nacional no período de 2002 a 2011, com destaques para o PIB per capita em 2011.

De acordo com o economista Ricardo Lacerda, o PIB per capita significa a distribuição de renda entre as pessoas e esse montante foi obtido graças às políticas do Governo do Estado. "O Governo atraiu empresas, investiu em políticas sociais, incentivou pequenas empresas. Esses são mecanismos que estimulam o crescimento da economia e as condições de vida da população", observou. O PIB em Sergipe alcançou em 2011, R$ 26 bilhões em valores correntes.

Segundo o economista Luiz Moura, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os dados do IBGE mostram que apenas três estados - São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais - concentram 53% de tudo que é produzido no Brasil. "A cada R$ 100 produzido no país, R$ 53 fica nessas cidades, isso demonstra que o Brasil precisa crescer de forma mais igual. A participação do Nordeste no PIB permanece inalterada há décadas", observou.

Nordeste - Luiz Moura explicou ainda que três estados nordestinos concentram a riqueza do Nordeste: Bahia, Pernambuco e Ceará. "Mesmo nessa região, há desigualdade no crescimento". Do ponto de vista dos indicadores per capita, Sergipe se destaca com o maior resultado. "Nem por isso podemos dizer que somos o Estado mais rico do Nordeste", destacou o economista.

O PIB em Sergipe está centrado na administração pública, petróleo e gás, indústria e extrativismo mineral. "60% da população sergipana ganha um salário mínimo, ou seja, a riqueza não está sendo distribuída". O lado bom do alto índice do PIB per capita é que mais investimentos podem chegar ao estado.

O economista chamou a atenção para a possibilidade de melhoria do PIB per capita nos próximos anos. "Teremos dois fenômenos que devem alterar a riqueza de Sergipe, a concretização de operação de carnalita, da Vale, e do poço de petróleo que a Petrobras disse que descobriu no litoral sergipano".