De acordo com os bastidores, com gente que circula, aconselha, participa e fica sabendo das reuniões e encontros entre os envolvidos e interessados na eleição da Mesa da Assembleia, o problema tem sido o que os possíveis candidatos não podem prometer para fechar determinado apoio.

É que Jeferson Morais, Joãozinho Pereira, Luis Dantas, Gilvan Barros - entre outros cujos nomes sequer circularam na imprensa - sabem que se eleitos terão que legalizar os atos administrativos da Casa. Caso contrário, corre-se o risco de continuidade de um filme repetido e já visto: afastamento dos membros da Mesa e até prisões, fato já ocorrido. E isso alguns parlamentares, incluindo os afastados, não aceitam.

Legalizar significa, entre outras coisas, dar maior transparência ao uso do duodécimo, fazer médicos, prefeitos, ex-parlamentares e servidores cumprirem jornada de trabalho, fazer licitações, avaliar se o número cargos comissionados está de acordo com o de efetivos, colocar em dia os direitos trabalhistas dos servidores, cumprir as obrigações com a Receita Federal, INSS, etc, etc, etc e outras coisinhas mais.

Esse é um dos nós que sustenta a indefinição sobre quem serão os novos dirigentes da Mesa Diretora da Assembleia. Este fato pode adiar até 2014 qualquer decisão, apesar das questões judiciais. Mas estas podem ser superadas com dúvidas, questionamentos, consultas e recursos encaminhados ao Judiciário.

O Ministério Público está, constantemente, de “olhão” em cima da Assembleia Legislativa de Alagoas. E com boa estrutura de informática para checar dados, cruzar informações, investigar.

Portanto, se a Assembleia de Alagoas não conseguir funcionar dentro dos limites definidos pela lei, será sempre motivo da ação do MP.