Quando o governador Vilela desejar os deputados vão fazer a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Como o chefe do Executivo não agiu em sete anos de governo, Alagoas ostenta índices de violência absurdos. Esse último que nos coloca como o mais violento para negros é, infelizmente, mais um troféu negativo.

E qual a relação entre a eleição da Assembleia com os dados do Ipea?

O governador.

 É que para ele não interessa qualquer envolvimento definitivo no problema dos deputados afastados pelo Judiciário. Caso opte por um dos nomes apresentados para a Mesa da ALE ganhará a antipatia dos afastados, com os quais manteve - e mantém - estreita relação. Por isso é melhor esticar, adiar a decisão. Afinal de contas, ninguém pode afirmar como e quando vai terminar esse imbróglio. E até 2014 tem votações na Assembleia e eleição.

Com relação aos dados assustadores divulgados na véspera das comemorações do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, em que Alagoas aparece como o estado mais violento para negros no país, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e também como o que tem a maior perda de expectativa para homens da etnia ao nascer em razão da violência, também há o dedo imóvel de Vilela.

Além de tudo o que já falamos sobre a ineficiência e ineficácia do PSDB para combater a insegurança, os homens que trabalham na segurança pública estão completamente desmotivados. Sem falar do efetivo reduzido, os batalhões, companhias e delegacias são, em sua imensa maioria, locais de trabalho que envergonham qualquer trabalhador. São péssimas as condições das instalações.

Entretanto, há quem discorde. O empresário Carlos Lyra, ao ser homenageado na semana passada com a Medalha do Mérito da República Marechal Deodoro da Fonseca, disse que Vilela é o melhor governador de Alagoas. Tudo bem. O elogio é de usineiro para usineiro, de um da classe para outro da mesma classe.

Enquanto isso, na periferia, nos bairros mais carentes e nas cidades do interior onde a presença do Estado é fundamental, a insegurança segue vitoriosa.

Daí porque o empresário elogia o igual.

Ele não precisa de saúde pública, educação pública, nem segurança pública.