Convocado para prestar depoimento sobre as denúncias envolvendo a folha de pagamento da Assembleia Legislativa, o presidente da Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas (Assala), Eduardo Fernandes, chegou à sede do Ministério Público Estadual (MP/AL) na manhã desta terça-feira (22) sem saber ao certo sobre os questionamentos que seriam feitos a ele, mas com vários documentos e revelando que não teria medo de falar.

A assessoria do MP/AL revelou que os depoimentos serão sigilosos, para não atrapalhar o andamento das investigações e para que nenhum depoente se sinta intimidado em falar sobre o que sabe. Mesmo assim, Eduardo Tavares fez questão de ressaltar antes de depor que não está preocupado com o depoimento, que irá lutar pela categoria, já que há quem o faça.

“Ainda não sei sobre o que vou falar, apenas recebi a notificação e vim prestar meu depoimento. Reuni diversos documentos que podem ser solicitados hoje, mas acima de tudo vou falar o que sei doa a quem doer”, disse o presidente da Assala.

Eduardo Fernandes ainda considerou que a notificação do MP/AL chegou em um momento oportuno e fez um rápido balanço sobre a situação atual da Casa de Tavares Bastos, que considerou ‘inchada’. Segundo ele, cerca de 2.500 trabalhadores da ALE são comissionados, e não prestam serviços diários, enquanto que os efetivos são aproximadamente 840, número que irá diminuir, já que 140 deles estão se aposentando.

“É uma disparidade absurda. Temos que buscar melhorias para os efetivos. Fizemos um acordo com o presidente da ALE, Fernando Toledo, para que houvesse uma revisão no Plano de Cargos e Carreiras, que deveria ter sido implantado em 2010. Acordamos um prazo para a implantação até janeiro de 2014. Haverá reajuste de 30%, mas será fracionado pela Casa.Também continuaremos na luta pela inclusão dos aposentados no PCC,” ressaltou o presidente da associação, lembrando que a categoria irá esperar até a primeira sessão do ano que vem para que o acordo seja cumprido, caso não ocorra eles iram cruzar os braços e vários projetos serão paralisados.