Com cópias do Diário Oficial nas mãos, o deputado Judson Cabral (PT) usou o plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) na tarde desta quarta-feira (16) para criticar a redução da verba de custeio da Polícia Militar (PM/AL) referente a programação financeira do Estado para o último trimestre do ano.
De acordo com o petista, no primeiro trimestre de 2013 o Poder Executivo fixou em R$ 3 milhões e 72 mil o custeio da PM. Já no último trimestre (outubro a dezembro), o custeio será de R$ 2 milhões e 981 mil, segundo o decreto publicado pelo Poder Executivo no dia 09 de outubro no Diário Oficial do Estado.
Para exemplificar o que considerou uma “discrepância”, Cabral frisou que o custeio da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) passou de R$ 3 milhões e 300 mil no primeiro trimestre para R$ 6 milhões e 592 mil nos últimos três meses do ano. “O custeio da Polícia Militar regrediu. A polícia sucateada, sem combustível e com alojamentos e delegacias insalubres e sem manutenção continuará jogada a quarto plano”, desabafou.
Em resposta ao pronunciamento do colega, o líder do governo na Casa, deputado Edval Gaia (PSDB) se limitou a dizer que, todos os anos, Cabral repetia “a mesma conversa contra a imprensa”.
O petista rebateu que não falou sobre a imprensa, mas acerca da “propaganda institucional custeada com dinheiro público, apresentando dados oficiais divulgados pelo próprio Governo do Estado” e sugeriu que Gaia se informasse para depois debater.
Em aparte, Joãzinho Pereira (PSDB) criticou uma blitz realizada ontem (15) em Jaraguá e na orla de Maceió que, segundo ele, só serviu para atrapalhar o trânsito e como “vitrine”, já que foi realizada em um horário atípico, no começo da noite. “Isso é fácil. Quero ver é botar quente, porque a polícia sabe onde os bandidos estão”, desafiou.
Mudando radicalmente de assunto, o tucano também criticou a liberação, pelo Governo Federal, de R$ 2 bilhões para a saúde pública no município de São Paulo enquanto que, em Maceió, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) decretou emergência na área em razão da falta de recursos: “A saúde de Maceió está na UTI, já a saúde de São Paulo não decretou emergência e recebeu um aporte desse montante”.
Judson argumentou que, proporcionalmente, Alagoas foi o Estado que mais recebeu recursos federais e defendeu que problemas burocráticos - e não a falta de verbas – impossibilitaram as ações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
