A moção de repúdio ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apresentada pelo vereador Galba Netto (PMDB), foi motivo de discussão entre os parlamentares da Câmara Municipal de Maceió, durante a sessão ordinária ocorrida nesta quinta-feira (10). O referido documento está tramitando na Casa há 20 dias e vem sendo protelado pelos representantes do Partido Verde (PV) do Legislativo municipal, como forma de proteção à superintendente do órgão, Sandra Menezes, que congrega à mesma legenda.
Já na sessão ocorrida na tarde da última terça-feira (8), os vereadores Eduardo Canuto (PV) e Silvio Camelo (PV) se manifestaram contrários à moção, pedindo o apoio de seus pares para derrubá-la, alegando que a iniciativa feria diretamente a superintendente do Ibama, que também é presidente estadual da legenda a qual ambos fazem parte. Os parlamentares ainda informaram que a operaçãorealizada pelo órgão no último dia 18, quando a instituição apreendeu pescados de quatro embarcações pesqueiras que retornavam do mar, teve legitimidade. Tal operação foi o motivo que levou Galba Netto a desenvolver a moção.
Com onze assinaturas, o documento entrou em votação nesta quinta-feira, mas não foi apreciado porque o vereador Eduardo Canuto pediu vistas. “Quero anexar à moção todas as provas que mostram que o Ibama não agiu de forma arbitrária. Acredito que é um direito de todos os parlamentares que a subscreveram interar-se das duas versões” – disse Canuto.
Defendendo sua iniciativa, Galba Netto justificou o que o levou a desenvolver o documento em questão. “Realizamos uma reunião entre os pescadores que tiveram sua mercadoria apreendida e representantes da Capitania dos Portos, do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Federação da Pesca, da Superintendência Federal da Pesca em Alagoas, do Porto de Maceió e da Associação da Colônia Z1 de pescadores, para chegarmos a um entendimento comum e descobrirmos o porquê da ação do Ibama. Apesar de também ter sido convidado, infelizmente o órgão interessado não compareceu ao encontro e os demais presentes comprovaram que os pescadores estavam exercendo suas atividades de forma legal” – contou Netto.
O parlamentar autor da moção ainda informou que sua intenção não é ferir a ninguém, apenas defender o direito da população. “Esta moção não tem caráter pessoal. É uma forma que repudiar a ação arbitrária que o órgão teve e de dar apoio à sociedade que carece de representação, afinal, foi para isto que fui eleito e não desistirei diante de ações protelatórias” – finalizou.
