Em reunião realizada na manhã da segunda-feira(30) pelo Conselho Estadual de Segurança (Conseg) para tratar sobre a conclusão de inquéritos policiais, o presidente do Conseg, Maurício Brêda destacou que se faz necessária a capacitação dos delegados para dar maior celeridade aos trabalhos.
Diante da sugestão de Brêda, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), delegado Antônio Carlos Lessa disse à reportagem do CadaMinuto que “é preciso que os profissionais se capacitem. Estar acompanhando as novidades é essencial para todo bom profissional, mas os problemas na área da segurança pública extrapolam a questão da capacitação”.
Sem condições
Ao se referir aos atrasos na conclusão dos inquéritos, Lessa reforçou que a falta de condições dignas de trabalho nas delegacias são gritantes. “Há anos a Adepol vem reivindicando melhorias tanto na infraestrutura física das instalações das delegacias como de mão de obra. O último concurso foi realizado há mais de dez anos. Dos aprovados foram chamados 40 delegados quando a carência é de 90. Estamos diante da falência da Polícia Civil de Alagoas”, desabafou o delegado.
Uma iniciativa que serviria para oxigenar as delegacias “seria a transferência dos presos das delegacias. No interior há unidades em que apenas dois policias fazem a segurança da cidade e ainda todo o trabalho administrativo de uma delegacia. Na década de 90, quando estive à frente de uma delegacia regional a equipe era composta por uma média de 30 policiais. Com essa defasagem de pessoal e o aumento da violência é impossível não haver acúmulo de inquéritos”, pontuou o presidente da Adepol.
A sugestão do delegado para o Conseg é “para que eles, enquanto Conselho, junto aos gestores públicos, reivindiquem maiores investimentos na área de contratação de pessoal e observem as condições físicas de cada delegacia”.
Quanto à superlotação que é uma realidade nas delegacias da capital e do interior a Adepol acredita que o quadro pode melhorar com a construção da penitenciária de Craíbas. “É preciso rever todo o plano de segurança”, concluiu Antônio Carlos Lessa.
