O protesto dos pescadores da Favela do Jaraguá teve fim após o agendamento de uma reunião com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Porto de Maceió. Militares do Corpo de Bombeiros foram acionados para conter as chamas provocadas pelos manifestantes para bloquear a Avenida, que dá acesso aos bairros do Centro e da Pajuçara.
O trânsito na região ficou caótico, e os motoristas tiveram que buscar outras vias alternativas para conseguir chegar ao destino. O protesto ocorreu após a apreensão, de quase meia tonelada de pescado, na quarta-feira (18), quando os pescadores voltavam do mar.
De acordo com a presidente da Federação dos Pescadores, Eliane Moraes, os pescadores passaram 10 dias no mar para conseguir os peixes, que é o fruto de renda das famílias. Mesmo depois de dois dias da fiscalização, o Ibama ainda não explicou o motivo da apreensão. Entre peixes e camarão o prejuízo para os bolsos dos pescadores ficou em mais de R$ 2 mil.
Segundo Nivaldo Amaro, que é pescador há mais de 35 anos, “isso nunca aconteceu. Apresentei toda a documentação minha e do barco. Tudo está dentro da lei. Não entendi nada. O pior de tudo é depois de mais de uma semana no mar voltar para casa de mãos vazias. Esse é meu trabalho e é com ele que sustento a minha família”.
