O presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), Vinicius Palmeira, e o secretário da Unidade Executiva Municipal Fiscal (UEMF) da Secretaria Municipal de Governo, Alexandre Manoel, estiveram reunidos, nesta sexta-feira (20), com representantes do Comitê de Cultura Afrobrasileira para discutir o projeto de revitalização da Praça Ademar de Barros, mais conhecida como Praça dos Palmares, no Centro de Maceió.

A reestruturação da Praça é uma reivindicação de entidades culturais e artísticas, que apresentam justificativas de cunho histórico e cultural para a importância da localidade para a cultura afrobrasileira em Maceió. Durante o encontro desta manhã, o representante do Núcleo de Cultura Afrobrasileira Iyá Ogunté, Célio Rodrigues, remontou a história do lugar falando da presença negra naquele território: “Era naquela localidade que os negros eram comercializados na época da escravatura. Foi ali também onde despontou o comércio de quitutes típicos por negras, o que faz do local patrimônio histórico da cultura afrobrasileira”.

As reivindicações apresentadas pelo Comitê aos gestores do município foram: o retorno do nome oficial do logradouro para Praça dos Palmares em substituição ao atual Praça Ademar de Barros; a adequação do local para manifestações artísticas e sagradas da cultura afrobrasileira; e a instalação de uma estátua em homenagem a Zumbi dos Palmares.

Uma nova reunião ficou agendada para o próximo dia 30, quando a equipe da Unidade Executiva Municipal Fiscal apresentará um croqui da praça em escala real. “A partir desse croqui poderemos estudar juntamente com o Comitê a melhor forma de atender às demandas do segmento”, explica o presidente da FMAC.

Juventude Viva

O diálogo com o segmento cultural afrobrasileiro tem sido uma constante na gestão da Cultura em Maceió. Neste mês de setembro, Vinicius Palmeira anunciou à comunidade que a FMAC passará a ser realizadora do Projeto Xangô Rezado Alto, considerado um dos mais importantes momentos de celebração da cultura afrobrasileira em Alagoas.

Ainda por conta das ações desenvolvidas em prol do segmento, a FMAC recebeu elogios durante a reunião do Comitê do Projeto Juventude Viva com a coordenação nacional do Programa. Durante o evento, o gerente de Políticas Culturais da Fundação, Amaurício de Jesus, falou sobre as diversas linhas de atuação da FMAC, destacando a inserção de grupos culturais formados em sua maioria por jovens negros das comunidades periféricas da cidade nos eventos realizados, citando com exemplo o Bairro Vivo e o Giro dos Folguedos.

Ações de formação e capacitação dos grupos culturais, comunidades de terreiro e artistas também são uma constante na FMAC. “Nosso objetivo é mostrar a importância da formalização para que os grupos possam ser empreendedores em projetos e editais, sejam eles ofertados pelo município, estado, governo federal ou entidades privadas. É preciso que eles estejam aptos para captar os recursos disponíveis”, explica o presidente da Fundação.