Obras que usam da violência como recurso narrativo sempre estiveram presentes em diversas mídias. Nos videogames, a grande quantidade de jogos AAA (como são chamados os que têm enormes orçamentos e estão presentes em uma grande parcela do mercado) usam desse artifício. Porém, de alguns anos para cá, vários títulos independentes vêm dividindo espaço por fugirem essencialmente das características saturadas da indústria.
Foi o que aconteceu com Journey, da Thatgamecompany, que levou ao jogador uma experiência envolta por misticismo, qualidade gráfica e sonora, e foi sucesso de críticas. O criador da empresa, Jenova Chen, em entrevista ao site Beef Jack, opinou que, em Journey, há atitudes violentas, mas o recurso é usado de uma forma diferente. “A violência é uma boa ferramenta para contar a história. A questão é: onde você vai usá-la? Você está exagerando? Um mundo sem conflitos é muito difícil de se parecer com a realidade. Destruição é parte da natureza, mas como você vai apresentar isso? Creio que ter um bom equilíbrio é importante.”
Outro game que tenta fugir da saturada violência do mercado é 'Brothers: a tale of two sons', lançado em agosto para o Xbox. O jogo apresenta uma narrativa sensível e consegue equilibrar o fantasioso e o assustador, com a violência cuidadosamente colocada como fator de imersão dentro do universo.
Quando começou o sucesso de vendas nas redes on-line, houve também outro fenômeno: o surgimento de jogos independentes de grande sucesso, que têm como principal característica a fuga dos temas de games de grandes empresas (incluindo a violência). Foi o que aconteceu com Braid, título de plataforma e quebra-cabeça – considerado um dos indies de maior sucesso, com 450 mil unidades vendidas na Xbox Live Arcade –, e com Limbo, conhecido em várias plataformas, que vendeu cerca de 900 mil cópias na XBLA.
Games fogem da onda de violência e ganham mercado
19/09/2013, 08:28 - Games
Por Estado de Minas

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