Faleceu nesta segunda-feira (16), em Paris, Raymonde Dias, viúva do pintor pernambucano Cícero Dias (1907-2003) que foi um dos expoentes da arte brasileira, sobretudo modernista. Raymonde faleceu às 7h, na capital francesa, onde nasceu no dia 21/11/1918. Seu sepultamento será realizado na sexta-feira (20), no cemitério de Montparnasse, junto a Cícero Dias, após missa na Igreja de Notre Dame de Passy, em horário a ser confirmado.
Cícero e Raymonde viveram uma grande história de amor, conheceram-se no meio artístico de Paris, em abril de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial. Casaram-se em 1942, em Portugal, país em que viveram até o término da guerra, voltando em definitivo à Paris em 1945, convocados por Picasso que lhes enviou um livro autografado: Para Cícero Dias, cuja presença em Paris é necessária.
O casal foi protagonista de uma vida muito rica, além de Picasso, padrinho de Sylvia, a filha única do casal, suas relações se estenderam, com o poeta Paul Eluard, e com vários artistas que escreveram a história da arte no século XX, entre eles Calder, Leger, Kandinsky, Matisse e o grupo da Écolè de Paris, da qual Cícero Dias fez parte.
A Simões de Assis Galeria de Arte, representante da obra de Cícero Dias no Brasil lamenta esta perda. “ Raymonde Dias foi uma estrela na vida de Cícero Dias, esteve ao seu lado em momentos crucias e de glórias. Junto dele foi coadjuvante na resistência francesa, da qual Cícero foi herói. Soube cuidar e preservar a gigantesca obra de seu marido”, afirma Waldir Simões de Assis.









